CDS Açores defende a garantia do direito à mobilidade aérea

O cabeça-de-lista da candidatura do CDS às eleições legislativas pelo círculo eleitoral dos Açores, Rui Martins, visitou esta manhã o Aeroporto do Pico, no concelho da Madalena.

Em declarações prestadas à imprensa, Rui Martins explicou o que motivou esta visita: “Um dos motivos prende-se com o facto de estarmos na iminência de passar, na próxima semana, das quatro ligações semanais do Pico para o continente, para apenas três, e mais tarde para apenas duas. O CDS considera que são poucas ligações. No Inverno duas ligações são insuficientes e no Verão as quatro ligações também são manifestamente poucas.”.

De acordo com o cabeça-de-lista do CDS, neste Verão ficou demonstrado que “a SATA é incapaz de fazer este serviço, que já por si é deficitário. Consideramos que a República, enquanto acionista da TAP, tem a responsabilidade de garantir essas ligações através dessa mesma participação na TAP. O CDS já fez propostas concretas nesse sentido, para que seja a TAP a dar essa resposta que a SATA não tem conseguido dar, nomeadamente à ilha do Pico.”

Rui Martins acrescenta ainda que “o outro motivo que nos traz aqui à ilha do Pico prende-se especificamente com a mobilidade dos Açorianos. A mobilidade dos Açorianos é um direito que está consagrado na Constituição da República de acordo com os princípios da solidariedade e continuidade territorial.” É por isso que o CDS considera que “as declarações de António Costa, onde anuncia uma mudança no subsídio da mobilidade atualmente em vigor para depois das eleições, são um ataque à mobilidade dos Açorianos. Não percebemos a ideia de plafonamento da verba cabimentada para o subsídio e muito menos a transferência da sua responsabilidade efetiva para a Região. Não se percebe que o direito de mobilidade de cada cidadão açoriano seja indexado a uma mesada dada pelo Governo da República à Região sem que se responda à questão essencial: depois de alcançado o valor orçamentado, quem paga é o açoriano? Se nada for feito, o direito à mobilidade é fortemente atacado com graves consequências para os açorianos que têm direito como qualquer português à mobilidade.  Não podemos esquecer que não viajamos só em lazer, mas viajamos por motivos de saúde, por motivos de negócio e, por isso, a mobilidade é um direito imprescindível para os açorianos e para o desenvolvimento económico e social da Região”.

De acordo com Rui Martins, “se o que está em causa são eventuais abusos, estes devem ser combatidos através de uma eficaz fiscalização. Se não está a ser feita essa fiscalização, é mais uma vez a prova de que há uma inépcia do Governo Regional e do Governo da República. Não podem ser os Açorianos a pagar por essa inépcia e essa ineficácia”.