Pub

O líder parlamentar socialista afirmou hoje esperar que em 2018 os “ganhos estruturais” dos Governo “continuem a superar” os “casos laterais”, enquanto o presidente da Assembleia da República apelou para que se fuja da política de casos.

Estas foram posições assumidas por Carlos César e Ferro Rodrigues no jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PS, que teve a presença do primeiro-ministro, António Costa, e de vários membros do seu Governo.

“Estamos muito orgulhosos do que foi feito por este Governo e estamos disponíveis para sentirmos no próximo ano os mesmos sucessos. Se continuarmos a conseguir ganhos estruturais, não há casos laterais que os possam apagar”, sustentou o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos César, num discurso escutado pelo titular da pasta da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

A seguir, Carlos César rematou: “Esperamos naturalmente mais ganhos estruturais e menos casos laterais em 2018”.

No primeiro discurso do jantar de Natal do PS, o líder da bancada socialista saudou a presença de vários membros do Governo e advertiu que a ligação entre o parlamento e o executivo é sempre “complexa”, mas “tem sido produtiva” ao longo da presente legislatura.

“O diálogo com os nossos parceiros na Assembleia da República, tem sido liderado pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, também aqui presente no jantar. Nesse diálogo, nós [PS] também temos sido parte”, observou o líder da bancada socialista, ouvindo-se em seguida risos.

“Esperava aplausos, mas houve risos”, referiu, com um misto de humor e ironia.

Após uma referência aos trágicos incêndios de junho e de outubro passado, Carlos César afirmou que todos os agentes políticos sentiram que se poderia ter feito mais.

“Do Governo ao Presidente da República, do CDS-PP ao Bloco de Esquerda, esse trabalho para evitar novas tragédias cabe a todos. É imoral, embusteira ou incivil o entendimento de que este tema pode ser objeto de aproveitamento político”, sustentou o líder da bancada socialista.

A seguir, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, disse que em 2017 aconteceram “coisas boas, como o facto de o país ter um prestígios europeu e internacional maior do que há um ano”.

“Foi um prestígio conquistado a pulso com o contributo de todos os órgãos de soberania”, afirmou, defendendo que esse sucesso de Portugal se traduz, por exemplo, “no facto de as taxas de juro de Portugal a 10 anos estarem abaixo das de Itália”.

O antigo secretário-geral do PS apontou “também a eleição do ministro das Finanças, Mário Centeno, para a presidência do Eurogrupo”.

No seu discurso, Ferro Rodrigues lamentou também o facto de em 2017 os fogos terem atingido “proporções absolutamente inesperadas em junho e outubro”, num discurso em que condenou a política de casos.

“Só peço ao Grupo Parlamentar do PS para não responder a casos com casos”, disse.

Pub