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O Presidente do PS diz que “Fernando Medina merece a solidariedade dos que o conhecem. Dos lisboetas, como dos portugueses em geral. Só a proximidade das eleições autárquicas explica a falta de seriedade com que o acusaram e vilipendiaram, num caso onde a sua responsabilidade directa é, evidentemente, inexistente”.

Num “post” publicado na sua página do Facebook, esta quinta-feira, Carlos César diz que “Fernando Medina não é apenas um político experimentado e com provas dadas de competência no exercício de diversas funções, entre as quais a de uma reconhecida e concretizadora gestão do Município de Lisboa. É, também, um político com um percurso, no PS e fora dele, ancorado na defesa da democracia pluralista e participativa, o que, não raras vezes, lhe tem permitido gerar consensos junto de pessoas e entidades com opções políticas e ideológicas diferenciadas. Se há algum aspecto em que, qualquer dúvida, ainda que pequena, seria ridícula, é o da sua implicação e do seu empenhamento, sem cedências ou lapsos pessoais, na defesa das liberdades e na denúncia de regimes como o de Putin”.

O antigo Presidente do Governo dos Açores explica que “o aconteceu, foi, como ele próprio o disse, depois de apresentar um pedido público de desculpas em nome da Câmara Municipal de Lisboa, “um erro a todos os títulos lamentável” da autarquia, ao ter sido comunicado à Embaixada da Rússia a informação sobre a identidade dos promotores da manifestação que aconteceu em defesa dos direitos do político russo, Alexei Navalny. Isso, aliás, só aconteceu, porque é esse o procedimento estabelecido em todos os casos similares, em que a informação é sempre remetida para a PSP e para a entidade a que se reporta a organização do evento”.

“É um procedimento burocrático, todavia, que deve ser imediatamente revisto”, defende. “Isso mesmo, já foi feito com aplicação futura à generalidade dos casos”.

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“Infelizmente, quando estão em causa regimes políticos policiais e de privação de liberdades, as perseguições e a supressão de oposições não têm limites. Com ou sem estes procedimentos municipais incuriais, esses regimes sabem quem e como perseguir. Por isso, a luta pelas liberdades é cada vez mais necessária nos detalhes como na sua expressão global”, conclui.

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