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O presidente do PS assinalou hoje os 50 anos da adesão da Ação Socialista Portuguesa (ASP), força política liderada por Mário Soares, à Internacional Socialista (IS), organização que considerou importante para a paz e cooperação mundial.

“Nestes dias, lembramos um acontecimento que há precisamente 50 anos marcou profundamente a formação do PS e o seu posicionamento na construção e estabilização da democracia portuguesa: a adesão da então ASP à Internacional Socialista”, refere Carlos César.

Num vídeo gravado para assinalar este passo dado pela organização que antecedeu a formação do PS, Carlos César começa por recordar que a ASP foi criada por Mário Soares em 1964 e em junho de 1972 entrou para a IS.

Com a adesão da Ação Socialista Portuguesa à IS, “Portugal passou a contar com um partido socialista democrático, ancorado na solidariedade internacional e, em especial, europeia, sem a qual dificilmente teríamos superado com êxito obstáculos que marcaram, não poucas vezes, o percurso de consolidação de uma sociedade pluralista, e da modernização e do progresso de que o nosso país se pode orgulhar”, sustenta o presidente do PS.

Segundo Carlos César, a IS, em 1972, quando realizou o seu XII Congresso, “era uma organização composta por 32 partidos maioritariamente pertencentes à Europa”;

“Hoje, reúne mais de centena e meia de partidos de todos os continentes. Em 1972, a Ação Socialista Portuguesa era, tão só, um pequeno grupo de lutadores pela democracia que participaram naquele congresso através de Mário Soares e Manuel Tito de Morais. Hoje, é um grande partido, respeitado na Europa e em tantas partes do mundo, e merecedor da confiança de uma maioria significativa dos eleitores portugueses, que lhe conferiram a responsabilidade de governar”, defende.

A seguir, o presidente dos socialistas salienta “o papel decisivo do apoio dado por vários partidos irmãos, com destaque para o SPD, da Alemanha, aquando da fundação do PS, em 1973”.

Em relação à situação atual, o antigo líder parlamentar do PS observa a existência de “graves atribulações” que “afetam a estabilidade internacional, desde desigualdades gritantes entre os países e regiões, às multidões de seres humanos refugiados e afetados pela pobreza e pela fome”.

“Desde a proliferação de regimes despóticos à eclosão e persistência de conflitos armados, ou face aos justificados temores sobre os efeitos negativos galopantes das alterações climáticas, nesta época que vivemos são importantes, são mesmo decisivas, as organizações e as iniciativas que promovam as relações de paz e de cooperação multilateral e que reúnam as boas vontades de que o mundo tanto necessita. A Internacional Socialista pode e deve ser uma parte influente e mobilizadora dessas boas vontades”, acrescenta.

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