Canteira e manipuladora em lista liderada por docentes e empresários

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Professores, técnicos superiores, assistentes técnicos ou operacionais e empresários são as profissões mais comuns entre os candidatos às eleições regionais dos Açores, mas há também espaço para uma canteira, uma manipuladora e uma vendedora ambulante.

No topo das listas que concorrem à Assembleia Legislativa Regional, e ressalvando que a Lusa considerou apenas os candidatos efetivos e não teve acesso às profissões dos candidatos por Santa Maria, lideram os professores e os empresários.

Seguem-se os advogados: ainda que em menor número, ocupam lugares cimeiros, começando por Vasco Cordeiro, que tenta um terceiro mandato como presidente do Governo Regional, ou José Manuel Bolieiro, líder do PSD, que quer recuperar a “alternância democrática” perdida há 24 anos. Mas há mais um advogado na lista do PSD pelo círculo de São Miguel, no segundo lugar, Pedro Nascimento Cabral.

Na área das tecnologias, são os partidos pequenos de esquerda, como o PAN e o Livre, que dão cartas. Ainda que seja comum encontrar técnicos informáticos noutros partidos, o Livre tem três programadores informáticos, incluindo o cabeça de lista na Terceira, e o PAN tem um no Pico, um programador de software em São Jorge e um gestor de projetos de tecnologias de informação em São Miguel.

O partido Pessoas Animais e Natureza destaca-se também na categoria da assessoria, começando por Pedro Neves, cabeça de lista por São Miguel e pelo círculo de compensação, que é assessor político, passando ainda por duas assessoras financeiras e uma de comunicação.

O partido está ainda em destaque relativamente a profissões com nomes em inglês, com um ‘customer master data specialist’ (especialista em dados de clientes, em tradução livre) e um ‘quality manager’ (gestor de qualidade), mas o BE ‘dá luta’, com uma ‘quality assurance manager’ (gestora de controlo de qualidade).

Nas profissões com nomes ambíguos, o Bloco de Esquerda apresenta uma manipuladora (de pescado, esclarece o folheto distribuído pelo partido), o Movimento Partido da Terra uma canteira e a Iniciativa Liberal uma conservadora.

O Chega tem a exclusividade de representação dos vendedores ambulantes, já que a única candidata com esta profissão ingressa pelo partido de direita, e há ainda dois médicos dentistas – que se apresentam pelo CDS-PP na Terceira, sendo um deles o líder regional do partido, Artur Lima – e três meteorologistas, que surgem na lista do Livre por São Miguel.

E porque uma vida dedicada à política parece não caber na categoria de profissão, o PS apresenta um “licenciado em Estudos Euro-Atlânticos”, uma “licenciada em Estudos Europeus” e um candidato “formado em Ciência Política”.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional no dia 25: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

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