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O presidente da Câmara da Ribeira Grande manifestou-se “solidário para com as pretensões dos trabalhadores” da conserveira Cofaco em Rabo de Peixe, impedidas de progredir na carreira, sublinhando o “impacto social” da empresa no concelho, foi hoje anunciado.

Segundo uma nota divulgada hoje, referente a uma reunião que o autarca manteve na quinta-feira com a comissão sindical de trabalhadores da Cofaco, Alexandre Gaudêncio (PSD) “manifestou-se solidário para com as pretensões dos trabalhadores”, atendendo “ao impacto social daquela empresa no concelho, que emprega cerca de 270 pessoas”.

A reunião serviu para a comissão manifestar “a preocupação relativamente às questões laborais”, tendo contado com a presença de presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores (SITACEHT), Vítor Silva, segundo o comunicado da Câmara.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande destacou que o concelho “tem uma das maiores indústrias transformadoras do arquipélago e isso deve ser valorizado”.

“As questões laborais são determinantes para se poder motivar e dignificar uma profissão, ainda mais quando se trata de mulheres, que ocupam a maioria dos postos de trabalho da Cofaco”, frisou Alexandre Gaudêncio, citado na nota de imprensa.

O autarca salientou que, “quanto maiores forem os rendimentos, maior é o fluxo financeiro na economia local”.

O SITACEHT e as funcionárias da Cofaco têm reunido com várias forças políticas ao longo dos últimos meses.

Em declarações recentes à agência Lusa, o sindicalista Vítor Silva enalteceu o apoio de “todas as forças políticas” e de um “conjunto de personalidades e entidades da sociedade açoriana” à “luta” das funcionárias da Cofaco.

“É uma situação profundamente injusta o facto de estas trabalhadoras não terem qualquer hipótese de progredir na carreira profissional. Estas senhoras estão impedidas de progredir na sua categoria profissional. Isto é uma situação que a nosso entender é claramente inconstitucional”, disse.

Vítor Silva explicou que as funcionárias estão inseridas numa “categoria profissional única”, correspondente ao salário mínimo.

O sindicalista lembrou que a Cofaco é uma “empresa de grande dimensão, que produz marcas conceituadas no mercado nacional e internacional”, como a Bom Petisco, a Tenório ou a Pitéu.

“A própria empresa faz referência que a mais-valia dessas marcas em relação a outras do mercado é o facto de elas serem produzidas manualmente, que é produzido pelo trabalho dessas trabalhadoras”, reforçou.

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