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O Brasil contabilizou 606 mortes e 35.918 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, aproximando-se agora dos seis milhões de infetados (5.981.767) e totalizando 168.061 óbitos, informou hoje o executivo.

Os dados fazem parte do último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde brasileiro, que indica que o país sul-americano chegou hoje ao 5.4 milhões de pacientes recuperados da covid-19.

A taxa de letalidade da doença no país está fixada em 2,8% e a taxa de incidência é agora de 80 mortes e 2.846,5 casos por cada 100 mil habitantes.

O foco da pandemia no país continua a ser São Paulo (sudeste), o estado mais rico e populoso do país, que concentra oficialmente 1.191.290 de pessoas diagnosticadas e 41.074 vítimas mortais.

No lado oposto encontra-se o Acre (norte), o estado com menor número de óbitos (710) e infeções (33.976) do país.

Já um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, anunciou que o país somou 644 óbitos e 35.686 infetados nas últimas 24 horas, totalizando 5.983.089 casos e 168.141 vítimas mortais.

Tendo em conta os números da imprensa local, a média móvel de casos de infeção dos últimos sete dias ficou em 28.635 e a de óbitos em 544, sendo o terceiro dia consecutivo em que esta média fica acima de 500, após várias semanas de queda.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde do Brasil pediu hoje uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar do “enfrentamento da segunda vaga da covid-19”.

A entidade indicou, num ofício, que um novo aumento de casos pode levar a uma “tragédia epidemiológica de proporções piores” do que a primeira onda da doença no Brasil.

“Qualquer expressão de negação do risco de uma nova expansão da doença em território nacional poderá levar a um cenário de tragédia epidemiológica de proporções piores aos vividos na primeira expansão de casos. As vidas perdidas até aqui para o coronavírus não podem ser ignoradas. A melhor resposta que o poder público pode dar, em nome do luto de milhares de famílias brasileiras, é uma ação à altura da situação gravíssima que temos”, diz o documento a que a imprensa local teve acesso.

“O novo aumento de casos no mundo poderá levar a nova escassez de testes, insumos e medicamentos no mercado internacional, sendo necessário antecipar-se em medidas rápidas e concretas para proteger o abastecimento destes produtos ao Sistema Único de Saúde”, acrescenta o ofício, solicitando 3.000 milhões de reais (476 milhões de euros) para o atendimento hospitalar de média e alta complexidade.

O Brasil, com cerca de 212 milhões de habitantes, é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ocupando a segunda posição global na lista de países com mais mortes e a terceira com mais casos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.350.275 mortos resultantes de mais de 56,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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