Bolieiro reafirma importância de valorizar identidade local

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, reafirmou a importância de valorizar a identidade local.

“Quantas vezes nós conhecemos mais e valorizamos mais o que nos é distante, e ignoramos demais o que nos é próximo”, refletiu.

Daí a aposta do Município em eventos que contribuem para o resgate da memória e reconhecimento do património edificado, imóvel e imaterial, ajudam as gerações presentes e vindouras a compreenderem a sua História e fazem com que valorizemos o que nos é próximo.

O edil falava precisamente na Igreja de Nossa Senhora do Livramento no lançamento do livro de José de Almeida Mello “Livramento – Memória e identidade”, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada.

“Estes livros não são livros de colocar na estante: são livros de curiosidade, leitura, de verificação e de confirmação in loco do que nos é apresentado, para, depois, juntarmos a nossa leitura e interpretação mais bem  informada e enquadrada do que é nosso”, apontou.

O Presidente expressou a sua satisfação pelo lançamento deste livro e de tantas outras iniciativas nas 24 freguesias do concelho de Ponta Delgada que permitem dar a  conhecer o património existente.

Bolieiro, perante uma vasta audiência, dedicou uma palavra de apreço ao autor de “Livramento – Memória e Identidade”, José de Almeida Mello, pela “capacidade de interpretar uma realidade e saber explicá-la e torná-la acessível a quem quer aprender sobre esta magnífica freguesia, a sua história, o seu património  e o seu percurso” e enalteceu a obra apresentada pela “qualidade, aprumo de pesquisa e boa apresentação”.

Felicitou, igualmente, a Junta de Freguesia do Livramento, presidida por Manuel António Soares, pela iniciativa de lançar um livro desta natureza, “que dá conteúdo às existências e à identidade de um povo”, e os fotógrafos da Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores pelo “contributo decisivo para esta transmissão de conhecimento, informação e curiosidade”.

O livro foi apresentado por Pedro Gomes, que se referiu ao Livramento como sendo “uma das mais atrativas freguesias do concelho de Ponta Delgada”, detentora de um vasto património material e imaterial, “aberta ao mundo e com um sentido cosmopolita”. Destacou, ainda, a pertinência da obra apresentada, que dá a conhecer as raízes de um povo, a sua linguagem acessível e riqueza das fontes consultadas.

O autor, José de Almeida Mello, enalteceu a identidade dos Açores e destacou o seu contributo – através do lançamento de livros e da promoção de exposições, conferências e passeios culturais – no despertar consciências para a preservação da identidade de um povo.

O Presidente da Junta de Freguesia do Livramento justificou o lançamento do livro com a necessidade de valorizar e divulgar o legado histórico e cultural da freguesia.

“Livramento – Memória e Identidade” é  o mais recente projeto editorial do historiador José de Almeida Mello, que aborda o património cultural da freguesia de Rosto do Cão – Livramento, entre os séculos XVI e XX.

Com prefácio de Igor Espínola de França, o livro é uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Ponta Delgada e da Junta de Freguesia do Livramento.

Trata-se de um trabalho que aborda aspetos do património cultural da freguesia de Rosto do Cão – Livramento, através da recolha de dados históricos e de imagens fotográficas do presente, com produção e impressão da Letras Lavadas.

O livro enquadra-se nas comemorações do Ano Europeu do Património Cultural, marcado por uma série de iniciativas realizadas em vários pontos da Europa. O seu objetivo é fomentar o conhecimento e o diálogo entre os interessados pela salvaguarda do património cultural, bem como dar a conhecer aos habitantes da freguesia do Livramento a diversidade do património local enquanto legado identitário e afirmativo da história do território e das suas gentes.

Pretende-se, ainda, que os habitantes do Livramento possam estabelecer um novo contacto com a sua história, como parte da memória coletiva da comunidade.

A obra, ilustrada pelos fotógrafos Gabi Pontes, José Maria Sousa, José Vaz, Paulino Pavão, Paulo Melo e Teresa Rodrigues, apresenta-se como mais um passo no caminho que José de Almeida Mello tem vindo a percorrer em torno da preservação, divulgação e valorização da memória e do património.