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Bolieiro diz que “estabilidade” governativa está garantida “pelos compromissos leais” com partidos

O presidente do Governo Regional dos Açores afirmou hoje que "a estabilidade desta legislatura e a vontade de uma governação de mudança está alcançada pelos compromissos leais" firmados com todos os partidos, incluindo o Chega.

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Questionado sobre se a demissão do líder do Chega/Açores pode pôr em causa a solução governativa, José Manuel Bolieiro afirmou que “a estabilidade desta legislatura e a vontade de uma governação de mudança está alcançada pelos compromissos leais de todos os que asseguraram uma maioria parlamentar para aprovação do programa de Governo e, naturalmente, para aprovação e exequibilidade do programa do Governo, através das orientações de médio prazo e dos Planos e Orçamentos anuais”.

O líder do executivo açoriano falava hoje aos jornalistas no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, depois de ter recebido o comandante Operacional dos Açores, vice-almirante Edgar Ribeiro, que cessa agora funções.

Para o social-democrata, “a vivacidade democrática interna dos partidos, a cada partido diz respeito”.

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Este domingo, Carlos Furtado, líder do Chega/Açores e um dos dois deputados que garante a viabilidade do executivo regional através de um acordo de incidência parlamentar, apresentou a sua demissão do cargo de presidente do partido.

Carlos Furtado vai-se recandidatar e disputar a liderança com o outro deputado do partido de extrema-direita, José Pacheco, confirmou a Lusa.

A crise regional no partido populista ficou visível com uma mensagem publicada numa página de uma rede social oficial por parte de José Pacheco contra o aumento de beneficiários de RSI verificado naquelas ilhas.

A publicação foi depois apagada pelo líder regional, Carlos Furtado, que escreveu que a direção regional do Chega e o próprio têm “a melhor atenção” aos problemas de “excesso RSI” e o “objetivo de se arranjar soluções eficazes, sendo que neste momento as responsabilidades”, que lhes “são imputáveis, não permitem a crítica fácil e populista”.

A diminuição dos beneficiários de RSI nos Açores foi uma das ideias-chave defendidas pelo Chega na campanha eleitoral até ao sufrágio de 25 de outubro de 2020 e uma das principais nas negociações com o PSD/Açores, com vista à viabilização do novo Governo Regional, após 24 anos de poder do PS.

Sobre esta questão, Bolieiro reiterou que o compromisso deste Governo “é para a legislatura e todos os compromissos assumidos de forma parcial serão para serem cumpridos e fiscalizados durante a legislatura”.

“O nosso objetivo foi, como sempre, em todas as matérias, construir uma governação onde a criação de oportunidades e de riqueza seja em melhor vantagem para combater a pobreza, o sucesso educativo a melhor vantagem para combater o insucesso educativo e o abandono precoce escolar”, e que “o empreendedorismo do investimento privado fosse também assegurado pela diminuição de impostos”, prosseguiu.

O Governo de coligação entre PSD, CDS-PP e PPM, liderado pelo social-democrata, conta com o apoio parlamentar dos dois deputados do Chega e do deputado da Iniciativa Liberal.

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