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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, alertou hoje que “ainda não está tudo resolvido” no processo dos cabos submarinos, expressando “preocupação” sobre a manutenção dos atuais cabos até à sua substituição.

“Ainda não está tudo resolvido. Vamos estar continuamente a acompanhar a situação. Há uma preocupação que tem a ver com o período entre a vida útil dos atuais cabos e a instalação dos novos e como se faz relativamente à manutenção”, avisou.

O líder regional (PSD/CDS-PP/PPM) falava hoje aos jornalistas após uma reunião com o município de Vila de Porto, integrada na visita estatutária do executivo à ilha de Santa Maria.

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Bolieiro criticou o “atraso” na substituição dos cabos (cuja vida útil termina em 2024/2025) e salientou que o executivo realizou uma “pronta e atempada defesa dos interesses dos Açores” desde o início do processo.

“Nós tivemos uma intervenção crítica relativamente ao processo inicial. O diretor regional das Comunicações já tornou pública essa posição. Ficamos satisfeitos com as alterações que fizeram a propósito das nossas críticas, as dos Açores, relativamente ao projeto”, reforçou.

A 13 de dezembro, em declarações à agência Lusa, o diretor regional das Comunicações e da Transição Digital reivindicou a extensão do prazo de vida útil dos atuais cabos submarinos, alertando que o “atraso” na substituição pode provocar anomalias no acesso à internet e nas chamadas de rede móvel.

Pedro Batista avançou que o Governo Regional foi “intransigente” na possibilidade de a região depender apenas de uma ligação ao novo sistema, adiantando que o atual projeto prevê uma amarração na Terceira e outra em São Miguel.

O diretor regional reconheceu que, a partir de 2024 a conectividade digital entre os Açores e o continente, assegurada pelo sistema designado Anel CAM, poderá ser afetada.

Pedro Batista defendeu que o “Estado português tem de garantir” que existe a “capacidade para estender o prazo de vida útil” dos cabos submarinos de ligações.

Na quinta-feira, o ministério das Infraestruturas defendeu que “este é o momento de implementar”, e “não alterar”, o projeto de substituição de cabos submarinos de ligação às regiões autónomas, notando que a conexão interilhas açorianas sempre esteve prevista para momento posterior.

“Três anos passados do período de discussão ampla que existiu sobre o projeto, este é o momento é de implementação do projeto e não de qualquer alteração da sua composição”, defende o gabinete do ministério das Infraestruturas e Habitação, num esclarecimento à comunicação social.

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