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Quase todos os comerciantes do Mercado da Graça (94%) afirmam ter registado quebras de rendimentos desde o início das obras e 62,5% aponta mesmo para quebras superiores a 50%.

Estes dados, apurados através de um inquérito realizado no passado fim-de-semana pela deputada municipal do Bloco de Esquerda – em que participaram 34 comerciantes – reforça a necessidade de a autarquia avançar com medidas adicionais para compensar os comerciantes por estas perdas acentuadas.

Na reunião da Assembleia Municipal de Ponta Delgada do passado dia 29 de setembro o Bloco propôs a criação de uma compensação aos comerciantes pelas quebras de rendimento provocadas pelo prolongado período de obras de requalificação do Mercado da Graça, mas a proposta foi rejeitada, tendo a maioria usado como argumento a falta de dados que confirmem a perda de rendimentos dos comerciantes.

Perante esta situação, o Bloco de Esquerda tomou a iniciativa de contactar diretamente com os comerciantes, para fazer um levantamento que a autarquia já devia ter feito.

Os resultados do inquérito revelam quebras de rendimento muito acentuadas que exigem atenção por parte da autarquia – que tem a responsabilidade direta no enorme atraso na conclusão das obras – por isso o Bloco de Esquerda vai propor mais uma vez – agora no âmbito do Orçamento da autarquia para 2023 – a criação de mecanismos de compensação adicionais aos comerciantes do mercado da Graça que comprovem a quebra de rendimentos.

O inquérito, realizado na passada sexta-feira e sábado, revela que os comerciantes também consideram fundamental haver esta compensação a quem comprovadamente teve, ao longo deste processo, quebra de rendimentos, e acreditam que a falta de estacionamento é um dos principais problemas a resolver para melhorar a atividade.

A confusa sinalização para a entrada do mercado da graça, a falta de iluminação e a escassa publicidade são outros dos problemas apontados pelos comerciantes.

O inquérito revela ainda que 38% dos comerciantes estão totalmente insatisfeitos com a forma como a autarquia está a gerir este processo, e 34,5% estão pouco satisfeitos.

O Bloco de Esquerda agradece a colaboração de todos os comerciantes no inquérito e assegura que vai continuar a defender os seus interesses na Assembleia Municipal de Ponta Delgada.

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