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A secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores, Berta Cabral, considerou o alojamento local como um impulsionador do empreendedorismo e um catalisador da “democratização do rendimento”.

Berta Cabral, que falava quarta-feira, na sessão de apresentação do estudo “Importância do Alojamento Local no Enquadramento Socioeconómico da Região Autónoma dos Açores”, que decorreu no auditório do Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na Lagoa, referiu que esta modalidade de alojamento de curta duração é muito relevante na mitigação da sazonalidade e “tem cada vez mais qualidade”.

Citada em nota de imprensa, a secretária regional referiu que o alojamento local já representa mais de 50% das camas disponíveis na região e que em algumas ilhas essa proporção é até substancialmente maior.

Na sua opinião, “a grande democratização do rendimento do alojamento local está ligada à desburocratização do licenciamento”, sendo que o futuro deve ser assente na sustentabilidade turística.

Berta Cabral considerou que os Açores “ainda estão muito distantes de qualquer sinal de massificação ou da saturação” e afirmou que a região “precisa de todos os tipos de alojamento para ser bem-sucedida como destino turístico”.

O alojamento local teve um impacto direto de 37,3 milhões de euros e indireto de 28,7 milhões na economia dos Açores em 2021, segundo um estudo divulgado pela associação do setor na região.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso e que foi produzido pela consultora Fundo de Maneio, lê-se que os alojamentos locais tiveram um “impacto direto” em 2019 de cerca de 59,2 milhões de euros.

“Verifica-se uma queda abrupta em 2020, com os rendimentos a rondarem os 31,2 milhões de euros, e com uma recuperação em 2021, fixando o rendimento desse ano em 37,3 milhões de euros”, revela o estudo.

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