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A deputada do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral, acusou o Governo de “não cumprir o que prometeu para os Açores”, já que, na legislatura em curso, “nada foi concretizado no que diz respeito ao investimento público nos serviços do Estado na Região”, afirmou.

A intervenção da social democrata inseriu-se no debate na generalidade sobre o Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), onde lembrou que está a ser discutido “o último orçamento desta legislatura”, e avançando que “O PS até pode estar contente e satisfeito com poucochinho, mas nós não”, disse.

Berta Cabral adianta que o OE2019 “apenas possui atos de fé”, sem ter “um único número, a não ser o dos artigos de cada investimento para os Açores”, critica, elencando “o estabelecimento prisional de Ponta Delgada, o aeroporto da Horta, o Observatório do Atlântico, a esquadra da PSP na Ribeira Grande, os radares meteorológicos, os cabos submarinos, PREIT e a descontaminação dos solos e aquíferos”, como promessas não cumpridas.

A deputada do PSD/Açores lembrou que “há um ano também foi assim, e o PSD denunciou isso mesmo, apresentando propostas de alteração, quantificadas, que foram rejeitadas”, lamentou.

“Há um ano foi-nos dito que o dinheiro estava lá, nós é que não o encontrávamos. Afinal, o dinheiro não apareceu, os projetos não avançaram, e os Açores continuaram na estaca zero, como em 2016”, frisou.

Berta Cabral destacou o problema “urgente” da construção do novo Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, considerando-o “uma vergonha, tanto que a senhora ministra [da Justiça] já afirmou que não será no seu mandato”, disse.

“O mesmo com o aeroporto da Horta, cujo artigo no OE precisa de um tradutor, dada a redação extraordinária tem”, adiantou a deputada, desafiando Mário Centeno a dizer “se vai ou não avançar com o que ficou acordado em plenário sobre a ampliação daquela estrutura e a construção das suas áreas de segurança”.

Berta Cabral exigiu o cumprimento “de todas as promessas que foram feitas para os Açores”, querendo conhecer “os meios e as condições para tal”, e garantindo que o PSD “tem mais ambição, e não se contenta com esta situação”, concluiu.

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