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O coordenador do BE/Açores, António Lima, defendeu este sábado mais investimento público no setor da inovação, sobretudo na ilha de Santa Maria, sublinhando que esta poderá ser uma forma de fixar jovens na região .

O coordenador dos bloquistas açorianos visitou hoje o Centro de Controlo Oceânico da NAV Portugal no concelho de Vila do Porto, em Santa Maria, no âmbito da campanha para as legislativas regionais de 25 de outubro, onde esteve acompanhada pela líder nacional do partido, Catarina Martins, e pelo cabeça de lista pelo círculo da ilha, Pedro Amaral, para demonstrar a importância destes equipamentos na fixação de pessoas.

“Mas é preciso também que esse investimento tenha retorno. Não é suficiente sermos uma mera plataforma para a instalação de bases e de equipamentos. É preciso que o valor gerado a partir desse equipamento tenha retorno para a ilha”, afirmou.

Para o também cabeça de lista pelos círculos de São Miguel e da compensação, o Centro da NAV mostra que a posição dos Açores no Atlântico “pode ter uma utilização para além da militar, com possibilidades de desenvolvimento ao nível da tecnologia civil”.

O coordenador regional do Bloco de Esquerda deixou ainda críticas ao Governo por não ser ainda conhecido o caderno de encargos relativo ao projeto da construção do porto espacial em Santa Maria, apesar de o documento já ter sido solicitado através do parlamento regional.

“É preciso transparência neste processo para que os marienses e os açorianos conheçam o que está aqui em causa e que projeto está a ser preparado”, sublinhou.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

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