BE nos Açores quer saber resultados do Centro de Tratamento para diabéticos

Paulo Mendes e António Lima

O Bloco de Esquerda (BE) solicitou hoje dados ao Governo açoriano sobre a abrangência da diabetes na região e questionou que impacto teve a abertura do Centro de Tratamento para Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina, anunciado em 2015.

Num requerimento enviado hoje ao executivo regional do PS, os deputados do BE no parlamento dos Açores solicitam os dados sobre o número de pessoas diagnosticadas com diabetes nos Açores, por idades, por ilha e tipo de diabetes.

O requerimento, enviado às redações, lembra que, “em 2015, o então secretário regional da Saúde, anunciou a criação do Centro de Tratamento para Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina, no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada”, sublinhando tratar-se de “mais uma valência para os utentes do Serviço Regional de Saúde que possibilita uma melhor prevenção de doenças derivadas da diabetes”.

“Quatro anos após o anúncio” os parlamentares do BE, António Lima e Paulo Mendes, defendem que “é tempo de avaliar a sua implementação, a abrangência e os seus impactos na vida das pessoas diagnosticadas com diabetes”.

No requerimento, o BE questiona também o Governo açoriano sobre “qual o número de pessoas e idades abrangidas com o tratamento por dispositivo de Perfusão Subcutânea contínua de insulina?”.

“A diabetes é uma doença crónica em larga expansão em todo o mundo. Segundo os números da International Diabetes Federation (IDF) prevê-se que em 2030 cerca de 438 milhões de pessoas sofram de diabetes, o que corresponde a um aumento de cerca de 54%. Aproximadamente 3,8 milhões de pessoas morrem todos os anos por diabetes ou por causas com ela relacionadas”, lê-se no mesmo requerimento do BE.