“O nosso ordenamento jurídico tem previsto, de forma clara, instrumentos para situações de reconversão tecnológica nas empresas que evitam os despedimentos, mantendo neste caso os/as trabalhadores/as o seu vinculo à empresa”, lembra o partido, no projeto hoje entregue no parlamento açoriano.

O BE pede que “não se concretizem os anunciados despedimentos na fábrica da Cofaco no Pico” e seja viabilizado “um processo de reconversão tecnológica da empresa, defendendo o partido que o Governo Regional dos Açores deve ser “célere na avaliação da candidatura para a nova unidade fabril” da Cofaco, diligenciando “no mesmo sentido junto de todas as entidades públicas envolvidas no processo”.

A administração da conserveira, dona da marca Bom Petisco, por exemplo, anunciou na semana passada que iria avançar com o despedimento coletivo de cerca de 180 trabalhadores que desempenham funções na unidade fabril da vila da Madalena, na ilha do Pico, apesar de manifestar a intenção de construir uma nova fábrica, no mesmo local.

Na sequência da decisão, o presidente do Governo Regional dos Açores lembrou já que o executivo açoriano “não se pode substituir” à conserveira Cofaco, empresa privada.