“Não é fácil [fazer política] numa região com maioria absoluta do PS, e onde tantas vezes as questões essenciais (…) são esquecidas. Aqui sabe-se como é difícil lutar pelos de baixo quando há uma maioria absoluta”, vincou Catarina Martins, falando perante algumas dezenas de bloquistas reunidos na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel.

Sobre os Açores, a coordenadora bloquista chamou a atenção para o “enorme perigo que é a privatização da SATA”, um “serviço público essencial” que não deve ficar na mão dos privados, e lembrou ainda os dados da pobreza na região, considerando que este é um “atentado aos direitos humanos”.

“Está tudo por fazer, é preciso lutar por quem tem menos, e é por isso que aqui estamos”, disse ainda Catarina Martins.

Depois, a dirigente do BE definiu a crise climática como o “maior problema” que o “país e o planeta se debruçam neste momento”.

“Mesmo nos Açores”, uma zona que tem sentido uma menor pressão climática, “sabe-se que há uma urgência ambiental”, defendeu Catarina Martins.

E concretizou: “Assumamos as nossas responsabilidades coletivas”.

A cabeça de lista do Bloco na lista ao Parlamento Europeu, Marisa Matias, marca também presença no almoço-comício nos Açores, estando acompanhada pelo número dois da candidatura europeia, José Gusmão, e a açoriana na lista do BE a Bruxelas, Alexandra Manes.

As eleições europeias acontecem em Portugal no dia 26 de maio.