Pub

AÇORES 9 TV EM DIRETO

O BE/Açores pediu hoje esclarecimentos ao Governo Regional sobre a administração da Atlânticoline, empresa pública de transporte marítimo de passageiros, que “está desde o início do ano sem presidente”.

O pedido de esclarecimentos é feito pelos dois deputados do Bloco no parlamento açoriano, António Lima e Alexandra Manes, através de um requerimento dirigido à secretaria regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.

No requerimento, o BE quer saber porque “não foi ainda nomeado o novo presidente do conselho de administração da Atlânticoline e quais os planos do Governo”, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, para “a resolução da situação e para o futuro da empresa”.

A Atlânticoline, empresa pública de transporte marítimo de passageiros e concessionária de serviço público de transporte de passageiros interilhas, “encontra-se desde o início do ano sem presidente do conselho de administração”, apontam os parlamentares.

“Em fevereiro, o vogal do Conselho de Administração também deixou a empresa”, acrescentam.

Os deputados lembram que “o Governo Regional, em março de 2022, anunciou a nomeação de Francisco Bettencourt como administrador da Atlânticoline, mantendo o conselho de administração com quórum de funcionamento, no entanto, sem presidente do Conselho de Administração e apenas com um vogal executivo”.

Para os parlamentares, esta situação, que se arrasta “há cinco meses” é “estranha e pouco transparente”, já que “as responsabilidades de presidente do conselho de administração são assumidas na prática pelo vogal executivo, sem passar pelo escrutínio da audição no parlamento”.

Para os deputados, “existe falta de preocupação do Governo na gestão da Atlânticoline”.

Pedem, por isso, esclarecimentos sobre “esta falha na audição prévia no parlamento como determina o Estatuto do Gestor Público Regional”.

António Lima e Alexandra Manes defendem que é necessário conhecer os “verdadeiros planos do Governo Regional para a empresa”.

Os dois deputados alertam para “o forte desinvestimento” que o transporte marítimo de passageiros “sofreu com as políticas do atual executivo regional”.

Pub