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Em comunicado de imprensa, o BE dos Açores considerou “incompreensível” a atitude do PSD que procurou “apropriar-se do trabalho realizado na anterior legislatura” pela CEVERA.

Segundo os bloquistas, em causa está a mensagem que os sociais-democratas açorianos enviaram ao “grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República” para que “o trabalho da anterior CEVERA seja incluído numa possível proposta de revisão constitucional da autoria do PSD”.

“A iniciativa do PSD/Açores constitui um desrespeito pela comissão, pelo parlamento e pelos partidos da oposição. O PSD/Açores apresenta, assim, uma visão meramente instrumental do parlamento e da democracia. Os fins não justificam os meios”, afirmou António Lima, coordenador do BE/Açores, citado no comunicado.

A posição deste responsável da estrutura regional do BE foi transmitida ao líder parlamentar do PSD/Açores, Pedro Nascimento Cabral, com o conhecimento dos restantes líderes parlamentares, avança o comunicado.

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António Lima lembrou ainda que a Comissão Eventual para o Aprofundamento da Autonomia (comissão que substituiu a CEVERA que vigorou na legislatura anterior) “tem o prazo de um ano a contar da sua constituição, em fevereiro de 2021, para apresentar o seu relatório”.

O bloquista destacou também “que ficou definido, na última reunião desta comissão [para o Aprofundamento da Autonomia], que os diversos grupos e representações parlamentares” vão ter “até ao final de outubro” de “apresentar propostas concretas sobre as mais diversas matérias”.

Na sexta-feira, O PSD/Açores defendeu a autorização de partidos regionais, a extinção do Representante da República e a criação de um Tribunal da Relação no arquipélago, a propósito da revisão constitucional.

A posição do PSD açoriano foi revelada numa carta a que a Lusa teve acesso e que foi enviada aos restantes partidos com assento parlamentar na Assembleia Regional e à estrutura nacional do partido.

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