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A informação foi avançada em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, numa conferência de imprensa onde o coordenador regional do BE nos Açores, António Lima, adiantou que o partido vai entregar hoje o pedido a solicitar audições na comissão de assuntos sociais do parlamento regional do “Sindicato Independente dos Médicos e dos representantes das ordens dos médicos e enfermeiros”.

“Queremos com estas audições, em primeiro lugar, transparência e prestação de contas”, sustentou António Lima, deputado do BE no parlamento regional, apontando que “nos últimos meses” se sucedem “polémicas, problemas e queixas graves que envolvem o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) e o seu novo conselho de administração (CA)”.

O coordenador regional do BE realçou que “as denúncias vindas a público revelam situações incompatíveis com um estado de direito democrático e atentam contra a liberdade sindical”.

Entre as denúncias estão “nomeações feitas pelo conselho de administração que claramente indiciam favorecimento de familiares de membros do CA”, diz o BE.

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Outras das questões prende-se com um alegado ataque informático no Hospital de Ponta Delgada.

“Desde finais de maio que são públicas notícias acerca de um alegado ataque informático no HDES, sobre o qual poucas ou nenhumas explicações são dadas”, sustentou António Lima.

Para o deputado do BE, o secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, “tem estado ausente e muito pouco interventivo” em relação “aos problemas que têm surgido no conselho de administração no Hospital do Divino Espírito Santo”

O coordenador regional do BE disse que o Bloco “já fez um requerimento escrito” sobre a questão informática no Hospital, mas “não teve resposta até agora”.

“O que é que está em causa, que investigações tão a ser feitas, que entidades judiciais e policiais estão a intervir. Porque não se pode falar num ato que, provavelmente, a ser verdade, constitui um crime gravíssimo e parece que é apenas um computador que avariou. E, não é disso que se trata. É muito mais grave e coloca em causa a atividade do Hospital”, apontou.

António Lima disse esperar que os outros partidos com assento no parlamento açoriano “acompanhem esta pretensão” do BE para as audições solicitadas serem “realizadas o mais brevemente possível” e “tudo seja esclarecido”.

“Acima de tudo, pretendemos que a atuação deste CA seja conforme a lei e em defesa do interesse público, o que infelizmente não parece estar a acontecer de todo com a conivência do Governo e dos partidos que o apoiam”.

Para o BE, o eventual “chumbo” destas audições “significará naturalmente uma tentativa de manter a opacidade e a falta de clarificação que existe sobre estes assuntos”.

“Existe um claro clima de litígio permanente entre o CA e os seus profissionais o que coloca em causa o bom funcionamento desta instituição”, vincou António Lima.

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