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Bárbara Chaves, candidata do PS à Câmara Municipal de Vila do Porto nas eleições autárquicas de 26 de setembro, lamentou o facto de o Secretário Regional dos Transportes ter ido a Santa Maria “levar uma mão cheia de nada, relativamente ao futuro dos transportes marítimos de passageiros e viaturas para a ilha”.

Na expectativa quanto às conclusões da reunião entre o responsável pela tutela e a delegação de Santa Maria da Câmara de Comércio, a candidata Socialista manifestou esperar pelo “anúncio de uma solução alternativa encontrada para o transporte marítimo de passageiros e viaturas, mas, infelizmente, o Senhor Secretário limitou-se a dizer que estavam a estudar o assunto e que as novas Obrigações de Serviço Público serviam a maior parte dos Açorianos”.

“Ora, em nosso entender, essas declarações desvalorizam o facto de existirem Açorianos que ficam sem este serviço de transporte marítimo de passageiros e viaturas para os próximos três anos, como é o caso dos Marienses, que ficaram privados deste serviço público”, referiu Bárbara Chaves, lamentando ainda que “para este novo governo uns fiquem, deliberadamente, para trás”.

De acordo com a candidata, “imputar o custo do transporte marítimo à rota da ilha de Santa Maria e justificar assim a cessação do serviço público de transporte marítimo de viaturas e passageiros é, no mínimo, desrespeitar os Marienses”, sublinhando, por isso, que para o Partido Socialista, “este serviço público nunca foi um custo, mas sim um investimento feito na mobilidade dos Açorianos!”

A Socialista, considerou ainda ser legítimo qualquer alteração ao modelo de transportes, destacando que “qualquer governo o pode alterar ou melhorar, não sendo, no entanto, aceitável, em nosso entender, que se extinga simplesmente um serviço público sem que exista uma alterativa já implementada”.

“Dizer que o transporte aéreo e o reforço do número de voos resolvem o problema de mobilidade durante a época alta, é não conhecer, de todo, o que tem acontecido com os utentes do Serviço Regional de Saúde durante todo o verão, com dificuldades de disponibilidade de lugares para transporte a São Miguel para consultas ou tratamentos”, referiu Bárbara Chaves, defendendo ainda que “o transporte marítimo deve ser visto, sim, como um serviço complementar ao transporte aéreo e não deixar cair um em benefício do outro”.

A candidata do PS ao município de Vila do Porto, enquanto Mariense, refere não poder ficar em silêncio perante essa decisão que “divide, que separa, que exclui Santa Maria de um serviço público que se tem revelado importante para os marienses e para a economia desta ilha. E é também como Mariense que digo ao Senhor Secretário Regional que, por exigência desta ilha, deve o governo voltar atrás nesta decisão de acabar simplesmente com esse serviço. E é a essa exigência, a essa defesa da ilha de Santa Maria, que eu junto a minha voz”.

“Por último, reiterar que não concordamos com a extinção pura e dura deste serviço público para Santa Maria, que se constitui como um retrocesso para a ilha em termos de coesão, que impede que os marienses possam comodamente viajar inter-ilhas e transportar a sua viatura, impede o transporte de carga rodada e que faz com que o serviço de carga da SATA esteja hoje lotado, lamentando-se que o governo regional continue a não esclarecer os Marienses sobre qual o futuro do transporte marítimo de passageiros e viaturas para Santa Maria”, reforçou Bárbara Chaves.

 

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