“É preciso que as pessoas mantenham a calma, as regras normais de segurança neste tipo de situações. As câmaras municipais, os serviços municipais de proteção civil já estão todos notificados e a maior parte dos bombeiros de prevenção e, portanto, é agora uma situação de mantermos todos a calma”, afirmou o secretário regional da Saúde, Rui Luís, em declarações aos jornalistas.

O secretário regional da Saúde, com a tutela da Proteção Civil açoriana, falava no Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), onde se deslocou com a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha.

O governante sublinhou que a situação “está a ser acompanhada desde a primeira hora” pelas autoridades locais, nomeadamente Governo Regional, Proteção Civil e CIVISA, explicando ser “um procedimento normal” numa situação destas estarem as forças de socorro de prevenção para alguma eventualidade.

“É preciso é transmitir à população este sentimento de calma e para que esta tome as devidas precauções. Mas, não haver contra informação. Sabemos que nestas situações existe muita contra informação, mas as pessoas quando sentirem um sismo devem notificar o CIVISA, porque isto é fundamental também para perceber a situação”, sustentou.

Teresa Ferreira, do CIVISA, explicou, aos jornalistas, que desde as últimas horas “a situação está mais ou menos estável”, referindo, no entanto, que se regista “uma sismicidade bastante elevada para aquilo que é o normal na zona”, sendo expectável que mais eventos venham a ser sentidos pela população “dentro do padrão que está a ser registado”.

De acordo com Teresa Ferreira, desde cerca da meia noite que começou uma atividade sísmica na zona central da ilha de São Miguel abrangendo uma área compreendida entre o Vulcão do Fogo e a Lagoa do Congro.

“Temos varias centenas de eventos registados e mais de 20 sismos sentidos pela população”, acrescentou, informando tratarem-se de eventos de natureza tectónica e que até ao momento não há indicação de qualquer tipo de dano material.

Segundo Teresa Ferreira, esta sismicidade, uma vez que se localiza muito próxima de zonas habitadas quer na costa norte como na costa sul na ilha de São Miguel, foi bem sentida pela população desde as primeiras horas do dia.