Vílson Ponte Gomes, Presidente da JS Açores
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A Juventude Socialista dos Açores manifesta a sua profunda tristeza e preocupação ao ver a nossa Autonomia a ser hipotecada e subjugada a interesses partidários, com o presidente do Governo dos Açores, na tentativa de disfarçar a instabilidade governativa que atinge a nossa Região, a revelar um profundo desrespeito pelos órgãos próprios da Região.

Para a JS/Açores, o Palácio de Santana tem servido de palco quer para negociações partidárias, quer para publicitar opiniões de comentadores políticos que recusam coligações com Partidos extremistas a nível nacional, mas que afirmam que nos Açores essas coligações são boas.

Afinal, o acordo político firmado e desenhado com os cinco partidos, incluído o Chega, só é bom se for para os Açores? O que é bom para os Açores não é bom para a República? Em que ficamos?, questiona a Juventude Socialista dos Açores, em relação às mais recentes declarações do comentador televisivo Luís Marques Mendes, que esteve nos Açores.

Para esta juventude partidária, é de ficar indignado perante a subserviência do presidente do Governo aos interesses centralistas, que atingiu o grau zero da Autonomia dos Açores!

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Face a estas atitudes centralistas contra o povo Açoriano, cabe à nossa geração vincar o cordão sanitário contra a extrema-direita e defender a liberdade e a democracia. Fazê-lo torna-se tanto mais urgente depois das intoleráveis manifestações e ameaças dos últimos dias.

Conforme é visível, os Açores vivem uma crise maior do que em qualquer outro momento que já atravessamos na história da nossa Autonomia e, é inegável que, este momento exige uma grande estabilidade política, mas não podemos somar à crise sanitária, económica e social uma crise política, resultante da fragilidade e instabilidade desta solução governativa e do seu Presidente.

Para a JS/Açores, não é compreensível que face ao momento que estamos a viver, em que se assume como necessário vencer a crise sanitária, segurar as empresas e os empregos e proteger rendimentos, se criem crises políticas como o PSD e o Chega o fazem. O acordo político firmado e desenhado com os cinco partidos, que ajudaram a viabilizar e que apoiam no Parlamento a solução governativa, está a desencadear um conjunto de episódios de instabilidade política e, naturalmente, corrermos o risco de agravar os danos da pandemia.

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