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Cerca de duas centenas de assistentes operacionais das escolas dos Açores concentraram-se hoje contra a precariedade junto da sede da presidência do Governo Regional, em Ponta Delgada, admitindo novas formas de luta pela integração nos quadros.

Vânia Costa, porta-voz dos assistentes operacionais – que ostentaram cartazes como “Queremos Trabalhar” ou “As Escolas Precisam de Nós” – disse, junto ao Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, que o diálogo com o chefe de gabinete do presidente do Governo Regional foi “produtivo, apesar de este não garantir nada, porque não o pode fazer”.

Ficou o compromisso de entregar o manifesto dos assistentes operacionais ao presidente do Governo Regional, pedindo que “soluções rápidas para as pessoas que estão nessa situação”, segundo a porta-voz dos funcionários.

Vânia Costa salvaguardou que há funcionários que “vão sair nos próximos dias e outros já estão em casa”.

A 17 de janeiro, em resposta a um requerimento do BE/Açores, o Governo dos Açores informou que, nas 40 unidades orgânicas do Sistema Educativo Regional nos Açores, estavam em funções 1.472 assistentes operacionais, 1.518 dos quais com vínculo, 55 com contratos a termo incerto e 623 pessoas ao abrigo de programas ocupacionais.

A porta-voz pediu “soluções rápidas” e salvaguardou que os trabalhadores “não querem continuar em programas ocupacionais, nem com trabalhos precários”, mas sim “ter hipótese de ficar como efetivos e manter os postos de trabalho”.

Vânia Costa refere que os colegas asseguram necessidades permanentes das escolas com base em contratos a termo incerto e o recurso a programas operacionais, tapando “buracos de pessoas que se encontram há anos em pré-reformas e baixas prolongadas”.

“Vamos esperar que haja uma boa solução e a integração de muitas pessoas que estão nos quadros da Administração Pública e até em empresas privadas”, declarou Vânia Costa, indicando que ficou agendada uma reunião com o Governo Regional.

A porta-voz dos assistentes operacionais admitiu outras formas de luta “se não houver uma solução rápida” por parte do executivo açoriano, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, explicando que os funcionários querem “trabalhar com dignidade sem recorrer a subsídios sociais”.

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