Assembleia Municipal de Ponta Delgada aprova três votos do BE  

A Assembleia Municipal de Ponta Delgada, por proposta do Bloco de Esquerda, aprovou um voto de pesar, por unanimidade, pelo falecimento de Zuraida Soares, onde destaca a sua personalidade de lutadora “Defensora da Liberdade e da Democracia, defendeu sempre os Açores, terra que fez sua, e a Autonomia enquanto meio para construir uma região mais justa.”, seguindo-se um minuto de silêncio.

Outro voto, que também contou com a aprovação de todos os partidos na Assembleia Municipal de Ponta Delgada, foi o de saudação pelo Dia Internacional da Mulher – que se comemora domingo, 8 de Março. O voto assinala as conquistas do passado, referindo as razões pelas quais ainda hoje “continua a fazer sentido o Dia da Mulher”, alertando para a violência doméstica.

“Neste ano de 2020, o BE Açores dedica este Voto a todos os Homens e Mulheres que agem, dia a dia, contra a discriminação e pela igualdade, mas acrescenta uma dedicatória especial à Zuraida Soares, feminista de corpo e alma que nunca virou costas à luta.”, referiu Vera Pires, deputada municipal do BE.

Já o voto de protesto relativo à “decisão de manter, obstinadamente e a qualquer preço, a construção da Central Incineradora nesta ilha.” – São Miguel -, contou com o voto contra do PSD e a abstenção do PS.

Vera Pires afirmou a posição contra do BE no processo da construção da incineradora, em São Miguel, relembrando “O desenrolar ziguezagueante e opaco de todo o processo da Incineradora, crivado de contradições mostra, acima de tudo, que a decisão pela incineração foi tomada com obstinação e baseada em informação e estudos escassos e tendenciosos, que ao que sabemos continuam a suportar as sucessivas alterações ao projecto inicial.”

A deputada municipal referiu, ainda, que a “decisão da AMISM/MUSAMI, com o suporte mútuo do PSD, PS e Governo Regional, foi tomada à revelia da população e das próprias declarações contraditórias destes Partidos em período de campanha eleitoral: em Ponta Delgada, José Bolieiro afirmava que era preciso “começar tudo de novo” e “equacionar todas as hipóteses”, enquanto Vítor Fraga, agora Vereador pelo PS, defendia a reavaliação do projecto, apontando para uma “economia circular”. Ao mesmo tempo, o Governo Regional finge esquecer que, apesar de a opção pela incineração ser dos Municípios, é do Governo a responsabilidade do seu licenciamento.”.