Artesãos lagoenses voltam a expor os seus trabalhos na Fatacil

Os artesãos lagoenses Alcídio Andrade e João Arruda voltam a estar presentes na FATACIL – Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa, que tem lugar no Algarve, de 16 a 25 de agosto.

Esta participação surge no âmbito da geminação estabelecida entre os dois concelhos e visa a valorização das tradições artesanais dos Açores, como são, de facto, a cestaria e a arte bonecreira, que são duas artes características açorianas, em particular da freguesia de Água de Pau e da cidade de Lagoa.

A cestaria é uma arte conhecida especialmente na vila de Água de Pau, zona do concelho onde se encontram mais cesteiros em atividade. Estes artesãos trabalham em casa para preencher um mercado, ainda hoje, com bastante procura.

Alcídio aprendeu essa arte com o pai, João Andrade que trabalha com vimes há mais de trinta anos e tem se destacado nas feiras nacionais e internacionais em que participa.

Na sua pequena oficina, trabalha sentado no chão, descalço e munido de três ou quatro ferramentas muito rudimentares, produzindo cestos, baús, arcas, estantes e outras peças de mobiliário.

A arte bonecreira é um processo artesanal de fabrico de bonecos do presépio, único e inigualável. As figuras dos presépios da cidade de Lagoa encontram-se espalhados por várias partes dos Açores e, ainda, pelas comunidades de emigrantes do Canadá e Estados Unidos da América.

João Arruda tornou-se num dos mestres bonecreiros da Lagoa. Desde a infância que sempre gostou de bonecos de presépio e de fazer “quartos-de-presépios”. Participou em formações e workshops que lhe facultaram conhecimentos básicos sobre a moldagem e cozedura do barro. O resto foi adquirindo pela experiência.

Na oficina improvisada nas traseiras da sua moradia, João Arruda vai construindo os seus moldes em gesso e conjugando no seu saber e nas suas mãos o conhecimento das tradições populares da sua terra. Nas suas representações utiliza variadas temáticas, desde representações associadas à agricultura, à religião, às profissões, assim como outras temáticas relacionadas com o quotidiano profano e religioso micaelense.

A FATACIL surgiu em 1980, tendo sido considerada uma iniciativa pioneira ao nível dos certames empresariais no Algarve, num período em que o Turismo começou a ser o principal motor económico da região, favorecida pela localização da cidade de Lagoa, no centro litoral algarvio, junto ao seu principal eixo rodoviário.

Estes fatores contribuíram para o seu sucesso imediato e para o seu rápido crescimento, passando a FATACIL a ser considerada, desde finais dos anos 80, como a maior feira de atividades económicas do sul de Portugal.

Para além das grandes áreas de exposição de agricultura, comércio, indústria, artesanato e gastronomia, a FATACIL integra animação musical de excelente qualidade, com destaque para os concertos musicais, com artistas do top nacional, e espetáculos de arte equestre, atuações de ranchos folclóricos e de vários interpretes genuínos da cultura portuguesa, que fazem desta feira o principal palco no roteiro de animação turística do verão algarvio.