As ilhas da Macaronésia são uma das 36 regiões classificadas como ‘hotspot’ da biodiversidade, devido à “enorme diversidade de plantas endémicas”, mas também por terem “perdido pelo menos 70% da sua biodiversidade inicial”, explica a nota de imprensa enviada pelo CIBIO, o centro de investigação em biodiversidade e recursos genéticos da Universidade dos Açores, que integra o grupo da IUCN.

A biodiversidade das regiões “encontra-se muito ameaçada, sendo uma urgente prioridade a nível mundial envidar todos os esforços para que tal riqueza não desapareça”.

A criação deste grupo prevê “várias ações-chave que incluem, entre outras, a primordial tarefa de criação e atualização para a lista vermelha de espécies ameaçadas da IUCN, a disponibilização de consultadoria em vários tópicos prioritários para a conservação e a implementação de ações de divulgação e sensibilização para a importância da proteção das floras insulares macaronésicas”.

O grupo, constituído por investigadores da Universidade dos Açores e do Instituto Superior de Agronomia, bem como diretores e técnicos de entidades governamentais e privadas de proteção ambiental das regiões, tem presidência dividida entre os Açores e as Canárias e irá reunir pela primeira vez nos dias 29 e 30 de novembro em Las Palmas, Canárias.