Aprovado voto da oposição na Câmara da Horta que visa mais voos da SATA de junho a setembro

Os vereadores da oposição na Câmara Municipal da Horta viram aprovado, por unanimidade, um voto de protesto “face à manutenção do número de voos e de lugares nas ligações semanais diretas da SATA com Lisboa, nos meses de junho, julho, agosto e setembro, reivindicando que esse número aumente para 14 ligações em julho e agosto”.

O documento apresentado por Estêvão Gomes, Sandra Goulart e Márcia Caldeira insta assim a câmara municipal “a não ficar indiferente, tendo de manifestar o seu desagrado pelas várias situações lesivas dos interesses dos faialenses, protagonizadas pelo Governo regional e pela SATA”, afirmam.

Nos últimos anos tem vindo a crescer o descontentamento dos faialenses com o serviço prestado pela SATA: “Já foram apresentados vários documentos, votos e moções, sempre com o objetivo de mostrar a nossa preocupação e alertar as entidades competentes para a questão das acessibilidades aéreas, concretamente esse mau serviço prestado pela SATA no aeroporto da Horta”, referem.

“Infelizmente, o assunto continua na ordem do dia, pois recentemente foram conhecidos mais episódios desta triste novela. Sempre em prejuízo dos faialenses”, dizem os vereadores.

Na sua missiva, Estêvão Gomes, Sandra Goulart e Márcia Caldeira, lembram que a ANA – Aeroportos de Portugal, concessionária da infraestrutura aeroportuária do Faial, declarou, em resposta a um requerimento apresentado na Assembleia Municipal, “nunca ter sido informada pela SATA/Azores Airlines de qualquer impedimento à realização de voos noturnos no Aeroporto da Horta”.

E sublinham que o Aeroporto da Horta “está certificado para a operação noturna, o que a ANA também confirma, e que realmente o Governo Regional nunca referiu à concessionária quaisquer obstáculos à realização de voos noturnos”.

Além disso, “e tendo sido divulgado pelo Governo Regional um aumento de 6 para 7 ligações aéreas semanais entre Lisboa e a Horta, nos meses de abril, maio e outubro”, os vereadores da oposição protestam pelo facto de, “nos meses de junho, julho, agosto e setembro, que são os de maior procura, a oferta ser igual”.

“Essa é uma das razões porque, comprovadamente, esta ilha e mesmo o Triângulo, não se tem desenvolvido ao ritmo esperado, penalizando os empresários, os operadores turísticos, e várias outras atividades, como a título de exemplo, a Semana do Mar”, acrescentam.

Assim, “revindicamos claramente 14 ligações semanais diretas com Lisboa em julho e agosto”, concluem.

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