Apresentada proposta de proteção costeira da baía de Porto Pim e Reduto da Patrulha, na cidade da Horta

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou hoje que o Governo dos Açores pretende avançar com uma obra de proteção costeira da baía de Porto Pim e do Reduto da Patrulha, na cidade da Horta.

Gui Menezes, que visitou esta manhã o local, onde decorreu a apresentação de uma proposta de intervenção, destacou o “potencial turístico” de toda aquela zona da cidade da Horta, acrescentando que, através de uma parceria com a Junta de Freguesia das Angústias, será também recuperada a rampa de Porto Pim, “valorizando-a enquanto zona de acesso ao mar”.

O projeto proposto para a proteção costeira da baía de Porto Pim e do Reduto da Patrulha prevê a construção de um enrocamento de dissipação da energia das ondas ao longo da Rua do Castelo, protegendo, assim, as casas ali situadas.

Prevê-se ainda a construção de um soco de betão para proteger a base do alçado sul do Reduto da Patrulha, bem como o reboco do alçado sul e nascente, assim como a proteção da base do passadiço ao longo do pequeno areal a norte da baía, que será estendido até à entrada norte da praia de Porto Pim, criando, assim, um passeio para a circulação de pessoas.

Também se vai proceder à reparação da muralha norte entre o Reduto da Patrulha e a Bombardeira, deixando em tufo o seu coroamento, e à proteção da muralha da Bombardeira, forrando-a com pedra de basalto, deixando, igualmente, em tufo o seu coroamento e as ameias.

O Secretário Regional frisou que as ameias do Forte de S. Sebastião serão também recuperadas, estando ainda prevista a reconstrução da guarita desta “edificação histórica e emblemática”.

Gui Menezes lembrou que o Governo dos Açores, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, concluiu, em 2016, uma obra de proteção da base do Forte de S. Sebastião, através da construção de um enrocamento, num investimento de cerca de 100 mil euros.

O Forte de S. Sebastião, construído no século XVII em tufo vulcânico extraído do Monte da Guia, foi das poucas edificações militares a ser reconstruída, por volta de 1817, tendo servido como prisão, aproximadamente, até ao fim da II Guerra Mundial.