No Teatro Micaelense, e a propósito do lançamento da nova imagem corporativa da seguradora Açoreana, ligada à digressão do músico, Zambujo revelou à agência Lusa a “grande vontade” em conhecer as nove ilhas dos Açores, sendo que o músico tem em carteira concertos dados em São Miguel, Terceira e Faial.

“Vai ser fantástico de certeza. Serão concertos ótimos. Espero que o público goste desta ideia e quero aproveitar para conhecer o que não conheço, matar saudades do que já conheço, estar com pessoas daqui que não vejo com regularidade”, confidenciou.

Questionado sobre um futuro novo álbum de originais, o músico sublinhou que “talvez antes” do Natal haja novidades, já que depois da digressão açoriana estará pronto para ir para estúdio gravar novas canções.

Os concertos nos Açores serão dados a solo, apenas com guitarra.

A digressão na região autónoma arranca em 02 de maio em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e termina em 20 do mesmo mês no Corvo, a ilha menos habitada do arquipélago.

Santa Maria (04 de maio), Faial (dia 06), Pico (dia 09), São Jorge (dia 11), Terceira (dia 13), Graciosa (dia 16) e Flores (dia 18) são, por ordem, as ilhas que receberão atuações do músico entre a primeira data, em São Miguel, e a última, no Corvo.

António Zambujo, Prémio Amália Melhor Intérprete, em 2006, editou até ao momento seis discos de originais, um álbum ao vivo e um trabalho onde interpreta canções de Chico Buarque, “Até Pensei Que Fosse Minha”, editado em 2016.

Segundo Caetano Veloso, António Zambujo, de 42 anos, “é um jovem cantor de fado que faz pensar em João Gilberto” e “é de arrepiar e fazer chorar”.

O seu percurso musical tem sido trilhado entre o Fado e o Cante Alentejano.