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António Lima assinala a curiosidade de o caderno de encargos para a construção do porto espacial de Santa Maria ter sido anunciada em vésperas da campanha eleitoral e desafia Vasco Cordeiro a tornar o documento público. O BE reafirma o apoio ao projeto logo que estejam garantidas todas as condições de segurança ambiental e para as pessoas, e que haja benefícios diretos para a população da ilha.

“É preciso haver transparência, para que todos os marienses, e os açorianos em geral, saibam o que está em causa, e qual o projeto que se está a preparar”, disse o candidato do BE, após uma visita ao Centro de Controlo Oceânico da NAV, em Vila do Porto.

O Bloco de Esquerda pediu formalmente – através do seu grupo parlamentar – o aceso ao caderno de encargos da construção do porto espacial no mesmo dia em que foi anunciado pelo Governo, mas 15 dias depois ainda não obteve resposta. “Estamos a falar de algo tão simples como enviar um e-mail, mas que ainda não foi feito”, lamentou o líder regional do Bloco.

António Lima aponta o Centro de Controlo Oceânico da NAV como um bom exemplo de uma infraestrutura que garante emprego qualificado e bem remunerado, e que contribui para fixar população na ilha de Santa Maria.

“Fixar jovens na região é fundamental” e para isso, “o investimento público nas áreas da inovação é absolutamente essencial”, afirmou o coordenador regional do Bloco.

“É preciso que os investimentos, como o que tem sido feito em Santa Maria na área aeroespacial, tenham retorno para a Região”, disse

António Lima defendeu que “os Açores não podem ser uma mera plataforma para instalação de bases e de equipamentos” e que “é preciso que o valor que é gerado a partir dessas infraestruturas tenha retorno para a ilha, não só através da criação de emprego, mas com contrapartidas sérias para ilha e para a região”.

Os projetos que têm vindo a ser implementos em Santa Maria na área aeroespacial demonstram que “a posição dos Açores no Atlântico tem uma importância que pode ter utilização para além dos fins militares, que tem possibilidades de desenvolvimento ao nível da tecnologia civil”.

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