António Jorge Gonçalves apresenta DESENHOS EFÉMEROS no Teatro Micaelense

A 3 de fevereiro, às 18h30, o artista visual António Jorge Gonçalves apresentará, no Teatro Micaelense, o livro DESENHOS EFÉMEROS, sobre a sua atividade performativa – desenho digital em tempo real e a manipulação de objetos em retroprojetor de transparências.

As mais de 150 performances realizadas pelo artista visual António Jorge Gonçalves, entre 2003 e 2017, a solo ou em diálogo – com parceiros tão distintos como a banda Galandum Galundaina ou a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o pianista Bernardo Sassetti ou a coreógrafa Amélia Bentes – ficaram apenas na memória de quem esteve presente. A publicação desta obra documenta, de forma cuidada, uma prática performativa transdisciplinar, que se desenrola em composição espontânea, alimentada pelo diálogo entre os intervenientes. A obra será um documento de estudo e inspiração para a prática cénica.

A apresentação do livro será precedida de uma masterclass (das 14h00 ás 17h00) sobre o método e a dinâmica performativa do desenho digital em tempo real. Pretende-se também inspirar o desenvolvimento da potencialidade performativa do desenho, de modo a que este método possa vir a ser utilizado e transformado por outros performers, noutros contextos. A inscrição na masterlass é gratuita e deverá ser realizada na bilheteira do Teatro Micaelense.

António Jorge Gonçalves nasceu e vive em Lisboa. É um desenhador polifacetado: a sua faceta autoral estende-se pela banda desenhada, o cartoon editorial, o teatro e as suas performances de desenho digital ao vivo. Na banda desenhada destacam-se a premiada série FILIPE SEEMS (com Nuno Artur Silva) – cujo album “ANA” é apontado como um ponto de viragem na bd nacional – e as inovadoras novelas gráficas “A ARTE SUPREMA” e “REI” (com Rui Zink). Teve histórias expostas e publicadas em Portugal, Austrália, Coreia do Sul, Espanha, França e Itália. O seu trabalho mais visível é, neste momento, o cartoon político de tom contundente que desenha todas as semanas para o Inimigo Público (jornal Público), pelo qual já foi premiado no World Press Cartoon. Criou cenografia para várias peças de teatro, entre as quais O QUE DIZ MOLERO e ARTE (encenações de António Feio), O DONO DO NADA (de Amélia Muge), ou COMO FAZER COISAS COM PALAVRAS (com Ricardo Araújo Pereira). Nos últimos anos, encontrou no Desenho Digital uma maneira de dar aos seus traços um carácter performativo. Integrou vários espetáculos em Portugal, França, Alemanha, Japão e EUA com músicos, actores e bailarinos, entre os quais, Armando Teixeira, Kalaf, Amélia Bentes, Amélia Muge, Micro Audio Waves, Gino Robair, Gustavo Matamoros, Ellen Fullman, Mário Laginha e Bernardo Sassetti.