António Costa sublinhará importância da política de coesão no seu 30.º aniversário

O primeiro-ministro, António Costa, terá a oportunidade, na quarta-feira, em Bruxelas, de voltar a defender a importância da política de coesão, ao ser um dos convidados de honra para um evento que assinala o 30.º aniversário deste instrumento comunitário.

Numa altura em que se fala insistentemente na possibilidade de cortes na política de coesão no futuro quadro financeiro plurianual (o orçamento da União Europeia pós-2020), devido à saída do Reino Unido (‘Brexit’), que era um dos maiores contribuintes para os cofres da UE, António Costa, convidado pela Comissão Europeia para participar no evento, estará no palco adequado para sair uma vez mais em defesa daquela que já classificou como a política que mais contribuiu para o sucesso do projeto europeu.

O primeiro-ministro foi convidado pela comissária europeia da Política Regional, Corina Cretu, para participar num debate televisivo — um “talk-show” do canal televisivo europeu Euronews — intitulado “Política de coesão – 30 anos de Sucesso, Passado e Presente”, que contará também com a participação, entre outros, do presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, e de antigos comissários responsáveis pela política de coesão, entre os quais Michel Barnier (atual negociador-chefe da UE para o ‘Brexit’).

Na sua intervenção, António Costa deverá falar do impacto que a política de coesão teve em Portugal e insistir naquela que tem sido uma das mensagens fortes que tem tentado fazer passar em eventos europeus ao longo dos últimos meses: a necessidade de preservar a política de coesão no futuro quadro financeiro plurianual, dado este ser o instrumento que melhor garante a convergência entre os Estados-membros da União.

Na semana passada, no seu discurso no hemiciclo de Estrasburgo no quadro de debates do Parlamento Europeu com chefes de Estado e de Governo da UE sobre o futuro da Europa, António Costa voltou a advertir que “seria um grave erro” sacrificar a política de coesão, assim como a política agrícola comum (PAC), considerando que ambas “são já parte da identidade da União Europeia”.

Costa já defendeu também recentemente, em Bruxelas que “a política de coesão é a política europeia que mais tem contribuído para a unidade na diversidade europeia” e que “grande parte do sucesso da União Europeia deve-se à sua política de coesão”, cujos objetivos “permanecem hoje tão centrais como quando foi criada”.

O primeiro-ministro permanecerá em Bruxelas até sexta-feira, para participar no Conselho Europeu de 22 e 23 de março, a chamada “cimeira da primavera”, tradicionalmente dedicada a assuntos económicos, mas que este ano inclui outros temas, incluindo comércio e política externa, e que terá ainda mais dois formatos, a 27 (sem Reino Unido, para discutir o ‘Brexit’) e a 19 (os Estados-membros da zona euro, em nova “cimeira do euro”).