Andreia Vasconcelos defende resposta europeia para problema demográfico

A candidata do CDS ao Parlamento Europeu, Andreia Vasconcelos, visitou, esta sexta-feira, a Santa Casa da Misericórdia das Lajes das Flores, onde demonstrou preocupação com os “já preocupantes sinais de despovoamento” nas nossas ilhas mais pequenas, alertando ainda para a necessidade de políticas de apoio à natalidade e de proteção social aos nossos idosos.

“É preciso que tenhamos consciência. Se não mudarmos de políticas, continuaremos a percorrer um caminho de abandono de serviços de proximidade que são essenciais e indispensáveis para a vida das nossas comunidades, como a saúde e a educação. Se nada for feito, qualquer política ou apoio à fixação de população fracassará e provocaremos fatalmente o colapso das nossas comunidades e o êxodo das nossas populações, acentuando os já preocupantes sinais de despovoamento”, frisou.

Andreia Vasconcelos reconheceu a “importância estratégica de políticas de apoio à natalidade, da conciliação da vida familiar com a vida profissional, do combate à pobreza e à exclusão social, bem como na proteção aos nossos idosos”.

Para a candidata do CDS, “a perda de coesão territorial e social nos Açores tem vindo a agravar-se, pelo que é inadiável a concretização de soluções que contrariem esta trajetória que conjuga envelhecimento, baixos níveis de natalidade e despovoamento”.

A candidata democrata-cristã, Andreia Vasconcelos, referiu que o saldo natural nos Açores continua negativo pelo quarto ano seguido, sendo que nos últimos cinco anos, há 28 freguesias de Portugal que não registaram qualquer nascimento.

“Duas dessas freguesias são nos Açores, aqui nas Lajes das Flores. Na freguesia do Mosteiro, há 11 anos que não nasce uma criança”, destacou.

“Exige-se uma resposta europeia ao problema demográfico que assola todo o continente. É preciso aposta em medidas de proteção da maternidade e da paternidade e conciliação do trabalho com a vida familiar”, defendeu.

Quanto à questão da ultraperiferia, Andreia Vasconcelos considerou que “as pessoas devem poder viver onde querem, com acesso a serviços públicos e a transportes eficientes, sem que sejam prejudicadas nas suas vidas”.

“Defendo que o novo quadro financeiro da UE garanta o cumprimento integral do que está consagrado no artigo 349º do TFUE, que atenta nas especificidades das regiões ultraperiféricas e atenua os seus constrangimentos geográficos e económicos”, afirmou.