Tinha pensado escrever esta semana sobre o tenente Francisco José Dias e a sua magnífica música que já subiu aos palcos de Nova York (Por de Sol) e que o cuidado programa de Marco Torres da RDP/Açores, Filarmonia, transmitiu Domingo acompanhado de duas marchas formando um conjunto que é autêntica sinfonia, quando fui surpreendido pela brutal notícia da tragédia que inesperadamente atingiu André Bradford.

O nosso único deputado ao Parlamento Europeu, com larga experiência política e parlamentar, encontra-se prostrado após doença fulminante que no mínimo irá condicionar gravemente o seu desempenho que todos nós augurávamos de máxima utilidade para o Povo Autónomo dos Açores. Se tiver de renunciar por motivos de saúde (e oxalá que não) será substituído por quem não conhecemos nem nos conhece e, por mais bem-intencionado que esteja, nunca é a mesma coisa.

A política torna-se assim mais perigosa do que era, pois os esforços que implica nas campanhas eleitorais podem dar cabo daqueles que se propuseram servir o bem público através dela.

Tem por isso de ponderar-se a criação dum círculo eleitoral independente para a Região Autónoma e urge começar a estudar uma campanha que mobilize a Europa nesse sentido.

Se nos derem 3 lugares não estarão fazendo nada de especial pois há povos que os têm em dobro desse número e são pouco mais do que nós.

Mas necessitamos disso com urgência tanto mais que os malcriadões do Brexit vão-se embora e deixarão muitos lugares vagos.

Os nossos antigos deputados deverão pronunciar-se porque isto da maneira como está, não está bem, e nós sem a Europa não tardaremos a regressar à apagada e vil tristeza económica de onde aquela nos retirou.

Queira Deus que a doença do nosso querido André Bradford tenha cura segura e rápida e que ele volte em breve ao lugar que lhe demos para servir a terra que foi berço dele e dos seus bons Pais.

É o nosso desejo mais ardente!