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A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou hoje, na Horta, que o processo que levará à execução da empreitada de melhoria da estrada entre as Furnas e a Povoação, em São Miguel, “encontra-se em curso” e não está parado.

Ana Cunha, que falava na Assembleia Legislativa, salientou que o objetivo prioritário desta intervenção é a “segurança de pessoas e bens”, considerando também importante o objetivo de “melhoria das condições de circulação, de conforto e de operacionalidade do trânsito”.

Com base nestes dois grandes objetivos, acrescentou a Secretária Regional, “estão a ser desenvolvidas várias soluções e estudados os cenários de investimento, quer em termos jurídicos, quer em termos financeiros”.

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“Procura-se o modelo mais adequado para a realização deste investimento: através do alargamento da concessão atual existente na ilha de São Miguel, através de uma nova e tradicional concessão ou diretamente pela Região Autónoma dos Açores”, frisou a titular da pasta das Obras Públicas.

A Secretária Regional adiantou que “todos os riscos inerentes a este projeto, não só da sua conceção e da sua construção, no valor do investimento, e inclusive da sua posterior gestão, implicam e justificam este estudo”.

Nesse sentido, considerou que “terá que se aguardar pela conclusão deste estudo, que se prevê ainda no mês de julho, o mais tardar durante o mês de agosto, para que se possa definir qual a forma adequada para realização deste investimento”.

Ana Cunha relembrou que, entretanto, “está concluído o processo de declaração de impacto ambiental” e os traçados desta obra “estão, obviamente, já balizados pelo estudo de impacto ambiental, pela declaração de impacto ambiental e justificam-se, na ligação Furnas–Lomba do Cavaleiro, pelas caraterísticas geométricas inadequadas ao tráfego existente, pela existência de um traçado muito sinuoso e pelos riscos associados a fenómenos de escorregamento de massas”.

A Secretária Regional adiantou ainda que, após a conclusão deste estudo, “seguir-se-á a necessária contratação do projeto de execução e lançamento de empreitada”.

“Isto quer dizer que não estamos de braços cruzados, o projeto não está parado, está a seguir o seu desenvolvimento”, afirmou.

Em relação a outra fase de intervenção, que se traduz na variante às Furnas, segundo Ana Cunha, “justifica-se a intervenção pelo tráfego atual se efetuar exclusivamente pelo interior da localidade das Furnas e, portanto, trata-se de uma estrada regional a atravessar uma zona urbana, provocando situações de risco não só para a segurança rodoviária, mas que se repercute na vivência das populações”.

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