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O líder regional do Aliança nos Açores, Paulo Silva, declarou este domingo que o partido não está disponível para viabilizar um governo do PS por ter feito “muita coisa” que não vai ao encontros das pretensões dos açorianos.

“Nós só não estamos disponíveis para estar ao lado do PS porque tem feito muitas coisas que não têm ido ao encontro dos anseios e ambições dos açorianos. A não que o PS, quando fizer um novo mandato, não tenha maioria absoluta e tenha uma forma de fazer política muito diferente. Também pode acontecer”, declarou Paulo Silva, à Lusa.

Paulo Silva e comitiva deslocaram-se hoje à lagoa das Furnas, no concelho da Povoação, na ilha de São Miguel, para referir que a região é o “pulmão do Atlântico Norte, que se quer que continue durante gerações e gerações, não havendo Açores B”.

O dirigente, que é cabeça de lista do partido pela ilha Terceira, defendeu que o Governo dos Açores tem que se bater por um “turismo sustentável, sem pegada ambiental, sendo importante que os novos investimentos do quadro comunitários sejam enquadrados nesse princípio”.

Paulo Silva defende projetos que não sejam de “grande dimensão, mas sim de qualidade e menos quantidade, enquadrados no ambiente fantástico que os Açores possuem”.

No total, 13 forças políticas candidatam-se aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

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