Precários das escolas de São Miguel querem integrar os quadros

Os trabalhadores precários de várias escolas da ilha de São Miguel entregaram uma petição no Palácio de Sant’Ana, sede da presidência do Governo Regional dos Açores, a solicitar a sua integração na carreira de assistente operacional.

porta-voz da plataforma de representantes dos trabalhadores integrados em diversos programas ocupacionais, Carla Alberto, declarou à agência Lusa que existem cerca de sete mil precários a desempenharem funções em várias escolas.

Carla Alberto reivindicou “trabalho justo e não precário” para os cerca de 100 colegas presentes na entrega da petição e para os restantes que não puderam estar no local.

A porta-voz explicou que os precários mais antigos já integram programas operacionais há sete anos, sendo que, no seu caso, é a terceira pessoa mais antiga em termos de precariedade, trabalhando há quatro anos na Escola Rui Galvão de Carvalho.

Carla Alberto, que entregou o documento a um representante do Governo Regional, uma vez que o presidente Vasco Cordeiro encontra-se em visita oficial a São Jorge, disse que vão voltar a concentrarem-se em fevereiro, no mesmo local.

Na petição, os trabalhadores precários consideram que “deram um contributo decisivo ao longo dos últimos anos, no âmbito do funcionamento das diversas unidades orgânicas do sistema educativo regional”.

“É um facto que a dotação dos assistentes operacionais nas diversas escolas da região está longe de corresponder às verdadeiras necessidades das mesmas, o que acarreta dificuldades várias a nível do funcionamento e projeta também graves problemas a nível da manutenção da segurança dos alunos e das instalações escolares”, consideram os trabalhadores.

Os trabalhadores propõe assim que sejam “criados mecanismos legais necessários para integrar, na carreira de assistentes operacionais, os trabalhadores colocados nas escolas ao abrigo de diversos programas operacionais”.