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O PSD/Terceira considerou hoje que o projeto do Açores Air Center “continua a não gerar quaisquer resultados para a Ilha Terceira”, tendo em conta o anúncio recente do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, “que confirmou parcerias com universidades americanas nas áreas do espaço, oceanos, clima, indústria digital, supercomputação e ciência de dados, com uma ligação importante ao Centro Internacional de Investigação dos Açores, mas novamente sem ligação à nossa ilha”, afirma Francisco Câmara, presidente da comissão política social democrata.

“As parcerias anunciadas com três universidades americanas incluem atividades de investigação, desenvolvimento de novas tecnologias, formação avançada e criação de empresas”, explica o dirigente, sublinhando que o programa de investigação aplicada de Portugal com o instituto alemão Fraunhofer – a maior organização desta área na Europa, e que tem um polo na Universidade do Porto –, “vai também ser renovado, com a criação de novos polos nas universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro (em Vila Real) e de Évora”.

Francisco Câmara lembra que, em setembro de 2016, “em plena campanha para as eleições legislativas regionais, Vasco Cordeiro anunciou em pleno comício que o projeto do Açores Air Center iria assentar na investigação e no conhecimento, sendo um grande projeto científico internacional no domínio da oceanografia e da climatologia, e ainda um importante contributo para a criação de riqueza e de emprego na Terceira”.

“Ora, o que tem sido anunciado é precisamente o contrário do que disse Vasco Cordeiro”, refere o social democrata, já que, “quando foi anunciado o primeiro investimento conhecido do projeto Açores Air Center, afinal o mesmo foi localizar-se no Minho, com a instalação de um supercomputador, sem qualquer esforço ou diligência para que o referido equipamento fosse instalado na Região”.

“E agora, continua a verificar-se que os investimentos previstos são todos fora dos Açores, sem que seja trazido qualquer beneficio para a Ilha Terceira, ao contrário do que foi anunciado, pelo que chegamos à conclusão de que tudo não passou de uma ilusão para enganar os terceirenses em relação às compensações pela redução da presença norte-americana nas Lajes”, conclui Francisco Câmara.

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