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O deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Agricultura alertou para o risco de os problemas estruturais que persistem na Agricultura nos Açores, onde a dependência económica e social do setor agrícola é demasiado relevante, serem agravados, se não houver um aumento dos apoios da Política Agrícola Comum.

“A redução de 5% nos fundos destinados à Política Agrícola Comum, mesmo que mantendo os pagamentos direitos aos agricultores do 1º pilar da PAC, segundo garantia do Comissário Europeu Phil Hogan, será mau para os Açores”, declarou hoje António Almeida, depois de conhecida a proposta da Comissão Europeia do orçamento plurianual para a União Europeia 2021-2027 que prevê cortes de 5% na PAC.

Segundo o deputado, e não obstante os avisos de alguns especialistas de que este é apenas o início de um processo negocial com a União Europeia, “o Governo dos Açores deve fazer valer os argumentos económicos e sociais da Região e a sua debilidade para validar um aumento dos recursos financeiros”.

“A reduzida dimensão e as restrições de competitividade económica não permitem abdicar dos apoios da União Europeia para superar a situação da Agricultura e dos agricultores, bem como da distribuição desses fundos na Economia regional”, explicou.

António Almeida frisou que cabe à Região “elevar o seu estatuto de ultraperiferia junto do Governo da República e este perante as instâncias europeias para salvaguardar a adequação dos meios financeiros para a modernização da Agricultura nos Açores e para a manutenção de um modelo de desenvolvimento agrícola que valorize, de forma sustentável, os recursos agro-económicos de cada ilha”.

“Qualquer que venha a ser o desfecho do quadro financeiro plurianual e o seu impacto nos Açores, avizinha-se a necessidade de fazer opções na agricultura açoriana, investir de forma criteriosa, e com objetivos, em resultados que conduzam a ganhos em cada uma das fileiras agrícolas”, argumentou.

O deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Agricultura nota ainda que “sem investir na valorização dos produtos no mercado e na redução dos custos de produção, melhorando a eficiência, não será possível acomodar as percas de rendimento sem por em perigo a sustentabilidade das explorações agrícolas”.

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