Açores valorizaram mais de metade dos resíduos urbanos em 2018

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo adiantou que, em 2018, “os Açores valorizaram mais de metade dos resíduos urbanos produzidos – 54,6% –, com destaque para o facto de a valorização material ter registado um aumento de 16,1% face a 2017”.

Marta Guerreiro, que falava, em Ponta Delgada, na apresentação do relatório referente à Produção e Gestão de Resíduos Urbanos de 2018, salientou que os dados mostram que “os Açores são a Região do país com melhores desempenhos na gestão dos resíduos”.

“Também a taxa de preparação para a reutilização e reciclagem fixou-se em 37,6% (meta de 50% em 2020), e os Resíduos Urbanos Biodegradáveis eliminados em aterro corresponderam a 60% da quantidade de referência (meta de 35% em 2020)”, referiu.

A titular da pasta do Ambiente sublinhou “o facto de sete das nove ilhas com menor população terem atingidos taxas de valorização material e orgânica acima dos 81%, sendo que as ilhas das Flores, Corvo, Faial e Santa Maria alcançaram o objetivo de ‘aterro zero’”.

“Uma nota também para as ilhas da Graciosa e São Jorge, por ficarem próximas do “aterro zero”, com apenas uma pequena parte do refugo dos respetivos Centros de Processamento de Resíduos a ser eliminada no aterro intermunicipal de São Miguel, 0,5% e 1,1%, respetivamente”, acrescentou.

“Acreditamos que estes resultados de valorização e eliminação de resíduos urbanos são consequência da maior consciencialização das populações, da melhoria da eficiência dos sistemas de recolha, designadamente com o alargamento da recolha seletiva, bem como da entrada em pleno funcionamento dos Centros de Processamento de Resíduos das sete ilhas com menor população e da Central de Valorização Energética da Terceira”, salientou a governante, reforçando que “a evolução registada ao longo dos últimos anos permite inferir que a Região está em condições de cumprir com as metas do PEPGRA – Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores, desde que entrem em funcionamento as infraestruturas previstas para São Miguel”.

Na ocasião, Marta Guerreiro destacou um conjunto de ações de prevenção, “por via da redução da produção de resíduos”, enquanto “um trabalho que tem de estar na linha da frente das políticas públicas”, como seja a substituição dos sacos de plásticos descartáveis por meios alternativos e reutilizáveis e as campanhas “Diga NÃO aos plásticos” e “Açores sem palhinhas”.

Entre 2016 e 2018 foram distribuídos menos 153 milhões de sacos de plástico no comércio a retalho da Região, retirando do consumo cerca de mil toneladas de plásticos.

Relativamente à campanha “Açores sem palhinhas”, a Secretária Regional frisou que se tratou de “uma medida de enorme sucesso”, uma vez que num curto período de dois meses (novembro e dezembro de 2018), “aderiram à campanha 232 estabelecimentos, em todas as ilhas do arquipélago, e foram retiradas cerca de 380 mil palhinhas de plástico do circuito”.

“Considerando que a administração pública regional deve esta na primeira linha da adoção das melhores práticas de gestão de resíduos, entrou em vigor no início deste ano, as linhas de orientação e medidas visando a redução da produção de resíduos e a reutilização e reciclagem nos serviços públicos, incluindo o setor público empresarial”, lembrou.