Açores registam um crescimento de faturação proveniente de cartões de mais 40% no primeiro semestre de 2022

Foram divulgados, no passado mês de Julho, os dados referentes à faturação dos negócios em Portugal durante o primeiro semestre de 2022, com a visão geral, por região, por setor de atividade, entre outros.

Os Açores registaram um crescimento de faturação proveniente de cartões de mais 40% no primeiro semestre de 2022, face ao período homólogo de 2021.

Fomos saber mais pormenores, numa entevista a Duarte Nunes, que é o Coordenador da Região Ilhas da UNICRE.

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Jornal Açores 9 – De uma forma geral, os negócios fecharam o primeiro semestre de 2022 com um crescimento acumulado de faturação proveniente de cartões de 45% face a 2021. Qual foi o desempenho da região autónoma dos Açores?

Duarte Nunes – A região dos Açores registou um crescimento de faturação proveniente de cartões de + 40% face a período homólogo de 2021. Verificou-se, igualmente, um crescimento gradual da faturação ao longo dos primeiros meses do ano. Esta subida é, em parte, justificada pelo facto do primeiro trimestre de 2021 ter registado uma quebra na faturação, devido ao confinamento obrigatório, atividades letivas suspensas e teletrabalho obrigatório. Sendo que, já em 2022, com a retoma das atividades económicas e melhoria do cenário pandémico, deu-se o processo inverso de recuperação da faturação.

Neste cenário de retoma da atividade económica, impulsionada pelo turismo, verificou-se também uma melhoria na faturação proveniente de cartões estrangeiros e nacionais, com a região dos Açores a superar em +193% e + 25%, respetivamente, os valores alcançados no ano passado.

JA9 – O que justifica o aumento significativo da faturação da região em 2022 face ao período pré-pandemia (2019), tendo em conta que o turismo, enquanto setor económico mais importante nos Açores, foi uma das atividades mais fustigadas pela pandemia?

DN- De acordo com o Indicador de Confiança da Organização Mundial de Turismo, a Europa é a região do mundo em que se verifica a mais rápida recuperação do turismo internacional. No caso dos Açores, a elevada procura resultou, por exemplo, segundo o Serviço Regional de Estatística dos Açores,num total de 252.483 passageiros desembarcados em julho nos aeroportos da região, mais 15,1% que em julho de 2019 – o número mais alto dos últimos cinco anos. Paralelamente à elevada procura, o aumento significativo da faturação pode ser justificado por:

Tanto os Açores, como a Madeira, que tiveram um nível mais controlado do número de infeções por COVID-19, souberam reagir e responder rapidamente às consequências da pandemia. A resposta positiva, além de ajudar a recuperar a economia da região, permitiu, ainda, gerar confiança junto do consumidor doméstico e internacional, posicionando a região dos Açores como um destino seguro. Inclusivamente, os Açores foram distinguidos como destino seguro para férias em 2022, pela European Safest Destination.

Ainda antes da pandemia, Portugal e o Turismo de Portugal tinham apostado em promover e vender a marca portuguesa no estrangeiro. A venda de todas as características singulares que o país tem para oferecer, aos clientes estrangeiros, tem atraído, de forma transversal, diferentes nacionalidades até ao território nacional. Isto justifica, não só o aumento da faturação estrangeira nos Açores, mas no próprio país, ao registar-se um crescimento de + 228% no primeiro semestre, face ao período homólogo de 2021.

Para além destes fatores, a inflação também justifica o aumento da faturação na região, uma vez que existe uma subida generalizada dos preços. No caso do turismo, principal setor económico da região, mesmo tendo o mesmo número de reservas em alojamento local que em 2019, o valor da faturação, atualmente, é superior,devido aoaumento dos preços em alojamento.

JA9 – Quais as medidas que têm vindo a ser adotadas na região para conseguir recuperar a economia e, consequentemente, impulsionar a faturação dos negócios locais?

DN- No PRR estão incluídos 11 investimentos a realizar na Região Autónoma dos Açores (RAA) até 2026, geridos pelas autoridades regionais – estima-se em 580 milhões de euros o apoio comunitário para a realização destes investimentos. Para além destes, estão ainda consignados a este arquipélago 117 milhões de euros adicionais, designadamente no âmbito das Agendas Mobilizadoras e na capitalização de empresas, por via da participação da região no capital social do Banco Português de Fomento.

Por sua vez, podemos mencionar algumas iniciativas locais que têm vindo a ser desenvolvidas com o objetivo de alavancar este crescimento, como, por exemplo, de acordo com o Governo dos Açores, a criação de um programa, o TURIS.ESTAVEL, que tem como finalidade garantir a estabilidade laboral nas atividades ligadas à hotelaria e à restauração; a campanha“Açores – Descubra São Miguel e Faial”, desenvolvida pela Associação Turismo dos Açores (ATA) e o Cartão Continente, com uma proposta de voos e estadias em unidades hoteleiras na ilha de São Miguel e na ilha do Faial, com um preço muito atrativo, ao qual acrescia, ainda, um desconto de 15% em Cartão Continente; no âmbito da crise sismovulcânica, que marcou muito o início deste ano, o presidente do Governo dos Açores, para recuperar a atividade turística desta zona em particular, anunciou a criação de um ‘voucher’ para quem visite e pernoite na ilha de São Jorge; e, ainda, o desenvolvimento, na Ribeira Grande, de todas as condições necessárias para conseguir atrair nómadas digitais para a região.

De referir, também, que a Região Autónoma dos Açores foi um dos 50 destinos europeus selecionados para integrar o Projeto “Smart Tourism Destinations”, uma iniciativa da Comissão Europeia, que visa apoiar os destinos da União Europeia a melhorar os serviços e as experiências de turismo, através de soluções digitais inovadoras.

JA9 – E da REDUNIQ, que medidas foram adotadas neste sentido?

DN- Disponibilizamos, recentemente, uma solução de pagamento inovadora para os negócios de turismo, que junta, num único Terminal de Pagamento Automático (TPA), a tecnologia de conversão de moeda DCC (Dynamic Currency Conversion) e a aplicação Tax Free. Somos, inclusive, o único acquirer em Portugal a disponibilizar a funcionalidade DCC em pagamentos contactless.

Na UNICRE, temos a capacidade de adaptar as soluções de acordo com as necessidades dos nossos clientes e, neste caso em concreto, com o objetivo de ajudar, tanto os consumidores, como os próprios negócios, a ingressar neste novo mundo de pagamentos, seja através do REDUNIQ Smart, que permite uma gestão integrada dos pagamentos num único smartphone; ou do REDUNIQ @Payments, que facilita a entrada dos negócios no e-commerce, uma vez que permite gerar referências de pagamentos e enviá-las aos clientes, sem necessidade de uma solução de e-commerce própria. Adicionalmente, temos o REDUNIQ Easy, uma solução que objetiva que pequenos comerciantes, que ainda não tenham tido experiência com pagamentos digitais no passado, possam disponibilizar aos seus clientes um método de aceitação de pagamentos por cartão, mantendo a sua competitividade.

Porque acreditamos que com a tecnologia certa, qualquer negócio pode evoluir, e é com base neste pressuposto que trabalhamos diariamente, com,e para os nossos clientes, no sentido de lhes prestar um serviço próximo e de qualidade.Por tudo isto,a REDUNIQ posiciona-se como o parceiro certo dos negócios, e a marca líder em soluções de pagamento em Portugal.

 

Veja abaixo o relatório completo com a visão geral, por região, por setor de atividade, entre outros

REDUNIQ relatório
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