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Os números constam dos Relatórios dos Resíduos Urbanos e Não Urbanos referentes ao ano de 2020, que acabam de ser publicados pela Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas e foram hoje divulgados pelo Governo Regional dos Açores, numa nota enviada às redações.

De acordo com a secretaria regional, no ano passado, a produção de RU “diminuiu, provavelmente em decorrência da situação pandémica vivida neste período, em que se verificou a diminuição significativa de diversas atividades produtoras desta tipologia de resíduos”, como é o caso da “restauração e hotelaria, associadas à população flutuante através do fluxo turístico”.

Em 2019, a produção de RU tinha confirmado “a tendência de aumento retomada em 2016, depois de dois anos de redução dos quantitativos produzidos (2014 e 2015)”, assinala a nota.

Há também a destacar a taxa de valorização de resíduos de construção e demolição (RCD), na ordem dos 91%.

Relativamente aos resíduos hospitalares, os relatórios apontam que se verificou “um aumento na produção dos resíduos perigosos comparativamente ao ano transato, com um acréscimo de cerca de 14,4%”.

Já “na produção geral dos fluxos específicos ocorreu uma ligeira diminuição, com menos 1,9%”.

A nota divulgada pelo Governo Regional (de coligação PSD/CDS-PP/PPM) adianta ainda que nos últimos anos “o arquipélago progrediu significativamente no tratamento de resíduos urbanos, tendo “valorizado em 2020 cerca 55% dos RU produzidos”.

Destaca-se “a valorização material (reciclagem), que atingiu 21,9%”. A valorização orgânica registou “um aumento para 15,9%”, enquanto a valorização energética se manteve nos 17,2%.

Assim, a fração de resíduos urbanos “eliminados em aterro foi de 45%”.

É também sublinhado o facto de a Região Autónoma dos Açores ter promovido, exclusivamente no âmbito do SIGRE – Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens, “a reciclagem de 65,5 quilos de resíduos de embalagens por habitante”, pelo que a taxa de preparação para a reutilização e reciclagem se fixou nos 40%.

“Se as infraestruturas previstas para a gestão de resíduos na Região Autónoma dos Açores estivessem em pleno funcionamento, em 2020 a região teria alcançado a meta a que se propôs”, salienta a Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas.

O relatório diz ainda que “a ilha Terceira deverá reforçar todo o seu sistema de gestão e resíduos urbanos de forma a aumentar a sua valorização material e orgânica”.

Quanto à ilha de São Miguel, “terá de aumentar a valorização material e orgânica, sendo fundamental a diminuição dos quantitativos eliminados em aterro”.

O executivo açoriano considera “fundamental continuar o trabalho de informação e sensibilização para prevenção da produção e, simultaneamente, reforçar as medidas que visam incutir hábitos de separação na população”, através da sensibilização e pela “via da implementação de sistemas de poluidor-pagador”.

Com a pandemia da covid-19, “foram evidentes os impactos na produção e gestão de resíduos, e nesse sentido houve a necessidade de se proceder à suspensão do Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) nas ilhas com casos confirmados de infeção, com a consequente eliminação, sem triagem prévia, dos RU indiferenciados”, conclui.

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