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“De janeiro a novembro, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas), do turismo no espaço rural e do alojamento local da Região Autónoma dos Açores registaram-se 1.796,0 mil dormidas, valor superior em 120,1% ao registado em igual período de 2020”, adianta o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), num relatório sobre a atividade turística na região relativa ao mês de novembro de 2021.

Em comparação com o valor acumulado de janeiro a novembro de 2019, período anterior à declaração da pandemia de covid-19, os Açores registaram, em 2021, uma quebra de cerca de um milhão de dormidas.

Nesse ano, contaram-se 2.813.656 dormidas nos diferentes tipos de alojamento turístico nos Açores e, em 2021, esse número baixou para 1.795.996 (-36,2%).

Os turistas residentes em Portugal representaram a maioria das dormidas nos Açores, nos primeiros 11 meses de 2021 (cerca de um milhão), ao contrário do que acontecia em 2019, em que o número de residentes no estrangeiro (1,7 milhões) superava o de nacionais (1,1 milhões).

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Foi entre os residentes no estrangeiro que se registou a maior subida face a 2020, com um crescimento de 281 mil dormidas para 718 mil (155,3%).

As dormidas de residentes nacionais também duplicaram, em relação ao período homólogo, aumentando 101,6%.

Segundo o SREA, nos primeiros 11 meses de 2021, registaram-se 572.139 hóspedes, mais 108,8% do que em igual período de 2020, enquanto no país, “as dormidas apresentaram uma variação homóloga positiva de 40,4%”.

Olhando apenas para o mês de novembro de 2021, registaram-se 127.880 dormidas, “um acréscimo de 148,6% relativamente a novembro de 2020”.

Com 91.380 dormidas, os estabelecimentos hoteleiros foram os que mais cresceram neste mês (171,5%), seguindo-se o alojamento local, com 34.809 dormidas (mais 105,6%), e o turismo em espaço rural, com 1.691 dormidas (mais 97,5%).

Entre janeiro e novembro de 2021, os estabelecimentos hoteleiros representaram mais de metade das dormidas turísticas nos Açores (cerca de 1,1 milhões), tendo registado um crescimento de 118,4% face ao período homólogo.

Apesar de representar o menor número de dormidas (48.878), o turismo em espaço rural foi a tipologia que mais cresceu nesse período (190,9%).

Já o alojamento local registou 627.142 dormidas nos primeiros 11 meses de 2021, mais 118,9% do que em 2020.

O turismo em espaço rural registou a maior subida no número de dormidas de residentes no estrangeiro (273,5%), em relação a 2020, sendo a única tipologia em que estes turistas (25.884) superaram os nacionais (22.994).

Nos estabelecimentos hoteleiros, “os proveitos totais registaram uma variação positiva de 155,6% e os proveitos de aposento uma variação positiva de 163,6%, relativamente ao período homólogo de 2020”.

O relatório realça ainda que, nesta tipologia, “em novembro, o rendimento médio por quarto utilizado (Average Daily Rate) foi de 54,9 euros”.

Todas as ilhas registaram um crescimento no número de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros, face a 2020, nos primeiros 11 meses do ano.

O Faial foi a ilha que mais cresceu (210,3%), seguindo-se São Miguel (128,3%) e Pico (121,2%), enquanto Flores (73,2%), Corvo (59,4%) e Santa Maria (54,5%) registaram as subidas menos acentuadas.

“A ilha de São Miguel com 735,0 mil dormidas concentrou 65,6% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 172,1 mil dormidas (15,4%), o Faial com 84,0 mil dormidas (7,5%) e o Pico com 52,0 mil dormidas (4,6%)”, acrescenta o SREA.

No alojamento local, a dispersão das dormidas por ilhas é ligeiramente diferente, de acordo com o relatório.

“De janeiro a novembro, a ilha de São Miguel com 381,6 mil dormidas concentrou 60,8% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 72,1 mil dormidas (11,5%), o Pico com 63,7 mil dormidas (10,2%) e o Faial com 48,2 mil dormidas (7,7%)”, adianta o SREA.

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