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Proteção Civil e Centro de Vigilância Sismovulcânica dos Açores reforçam cooperação

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O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) assinou esta sexta feira um protocolo que visa o reforço de cooperação técnica e científica com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

“É celebrado o presente protocolo, que se insere no âmbito da prevenção, da previsão e da investigação científica de catástrofes naturais, privilegiando a cooperação técnica e científica no domínio da vulcanologia e dos fenómenos associados, incluindo erupções vulcânicas, atividade sísmica, explosões de vapor, emanações gasosas, contaminação de aquíferos, movimentos de massa, cheias, alterações da linha de costa e maremotos, entre outros”, lê-se no documento.

Com este acordo, a Proteção Civil dos Açores compromete-se a dar 300 mil euros ao CIVISA para “garantir a vigilância sismovulcânica permanente do território da Região Autónoma dos Açores e área submarina envolvente”.

Segundo o presidente do SRPCBA, Carlos Neves, o protocolo vem cimentar um relacionamento que já existe entre as duas entidades desde 2008.

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“Toda a informação que o CIVISA nos dá é essencial para a tomada de decisão, no âmbito de situações de risco sismovulcânico, e nós temos uma ligação muito direta com o CIVISA e ao longo destes anos tem-nos prestado um excelente apoio, que nos permite traçarmos as metas futuras, mas ao mesmo tempo tomarmos as decisões no âmbito do socorro às populações”, adiantou, em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura do acordo.

A Proteção Civil dos Açores passará a ter acesso à plataforma do CIVISA, o que lhe permitirá aceder aos dados do centro de vigilância “em tempo útil”.

Por outro lado, obterá estudos sobre risco e dados para manter atualizado o Plano Regional de Proteção Civil.

O presidente do CIVISA, Rui Marques, salientou, por sua vez, que o apoio de 300 mil euros da Proteção Civil vai reforçar a manutenção das redes de monitorização geoquímica, geofísica e geodésica, espalhadas pelas nove ilhas Açores.

“Este apoio serve para dar algum sustento à manutenção dos recursos humanos no CIVISA e algum investimento que é feito nas redes de monitorização, que são feitas de sensores que, anualmente, ou com alguma periodicidade têm de ser atualizados, porque a tecnologia está sempre a evoluir”, avançou.

Atualmente, trabalham no CIVISA 23 investigadores do centro e 15 colaboradores que têm vínculo laboral à Universidade dos Açores.

Para o secretário regional da Saúde, Rui Luís, que tutela a Proteção Civil, o protocolo vai “garantir maior segurança à população”, tendo em conta que reforça a “prevenção e a previsão de situações sismicovulcânicas”.

O governante referiu ainda que o executivo açoriano aprovou, esta semana, em Conselho de Governo, uma proposta de decreto legislativo regional do Regime Jurídico da Proteção Civil nos Açores, que define o sistema integrado de operações da Proteção Civil, e o Plano Regional de Emergência da Proteção Civil, que contou com a colaboração do CIVISA na componente da definição de riscos.

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