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O secretário do Ambiente e Alterações Climáticas disse hoje que o Governo Regional vai pedir à Universidade dos Açores um estudo para conhecer a “espécie da alga” que tem aparecido de forma “massiva” nas costas do arquipélago.

Em declarações à agência Lusa, após visitar os trabalhos de limpeza e remoção de algas na praia de Porto Pim, na ilha do Faial, Alonso Miguel considerou que a acumulação “massiva” de algas, além de causar “desconforto” para os residentes e turistas, “tem impactos ambientais e de saúde pública”.

“É preciso capacitar a região. Desde logo, com conhecimento do ponto vista da ecologia desta alga que nos permita lidar melhor com esse problema e dotar a região de uma gestão efetiva, quer em meio marinho, quer na orla costeira, do arrojamento dessa alga”, declarou.

Nesse sentido, prosseguiu, a Secretaria Regional já formalizou um pedido de audiência com a reitoria da Universidade dos Açores, para pedir a realização de um estudo sobre a planta.

“O intuito é protocolar com a academia a realização de um estudo que permita desde logo confirmar em termos genéticos que espécie de alga é que efetivamente se trata, para melhor entendermos o seu ciclo de vida e os aspetos relevantes relacionados com a sua ecologia”, afirmou.

Ainda segundo Alonso Miguel, o estudo vai permitir também “avaliar o potencial económico” da alga e “identificar soluções tecnológicas” que permitam fazer uma “gestão mais eficiente do problema”, quer ao nível da “prevenção”, quer da “limpeza”.

A intenção passa por adotar as práticas “menos impactantes ambientalmente possíveis”, realçou o governante do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).

“Os resultados científicos desse estudo serão fundamentais para preparar a região para essa nova realidade que é a de lidar com a ocorrência massiva desta alga, que já foi identificada em várias ilhas da região”, assinalou.

Alonso Miguel destacou ainda que “já estão concluídos os trabalhos de limpeza e remoção das algas” na praia do Porto Pim, adiantando que “até final da semana” está previsto terminar os “trabalhos de limpeza nos espaços adjacentes”.

“Importa agora, numa altura que nos aproximámos da época balnear, e com o aumento da visitação e da pressão turística, garantir uma operação de limpeza regular da praia, alocando os meios necessários, para prevenir o acumular massivo de algas e evitar os impactos negativos que daí resultam”, acrescentou.

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