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A Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas vai realizar, ao longo deste ano, 40 ações de formação e sensibilização direcionadas ao setor agropecuário com vista à melhoria do desempenho ambiental das explorações agrárias, foi hoje anunciado.

A informação foi avançada pelo secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, após uma reunião com a direção da Federação Agrícola dos Açores, na ilha de São Miguel.

O governante adiantou que as ações de formação e sensibilização arrancam em março e serão realizadas, ao longo do ano, junto do setor agropecuário “em todos os concelhos da região”, em articulação com a Inspeção Regional do Ambiente e envolvendo as associações e cooperativas agrícolas e serviços de desenvolvimento agrário.

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“Essas ações são de informação e sensibilização, revisitando muita da legislação que é aplicável ao ambiente para que as explorações possam melhorar o desempenho ambiental e para que possamos trabalhar de forma preventiva”, explicou ainda Alonso Miguel, em declarações aos jornalistas.

O secretário regional sublinhou que o objetivo é “melhorar o desempenho ambiental das explorações agrícolas, reduzir o impacto e os efeitos desta atividade ao nível do solo e dos recursos hídricos”.

Além disso, acrescentou, pretende-se também “contribuir para o bem estar das populações, alertando e despertando a consciência dos agricultores para questões importantes como o abandono de resíduos agrícolas, a descarga de efluentes pecuários nas linhas de água e a aplicação desadequada de produtos fitofarmacêuticos”.

O secretário regional do Ambiente destacou que a agricultura “é um setor fundamental para o desenvolvimento socioeconómico” da região, pelo que será de “grande relevância” poder dar mais um contributo de “forma preventiva e pedagógica” para melhorar o funcionamento das explorações e diminuir ou reduzir o impacto ambiental.

Alonso Miguel revelou que as principais infrações que chegam à Inspeção Regional do Ambiente estão diretamente relacionadas com “as descargas de efluentes nas linhas de água”, o “abandono de resíduos agrícolas” e “o mau estar provocado nas populações com odores”.

“No fundo, o que pretendemos é que as infrações não cheguem sequer a acontecer, dando também assim um contributo para a nossa melhoria da qualidade ambiental”, frisou.

O presidente da Federação Agrícola dos Açores afirmou que os agricultores “são os primeiros defensores do ambiente”, considerando que a sensibilização ambiental junto do setor agropecuário será “extremamente importante”.

“Porque nós dependemos e vivemos do ambiente. E temos consciência que um bom ambiente será sempre o futuro da garantia da excelência do que se faz na Região Autónoma dos Açores, em termos de produção”, reforçou Jorge Rita.

O dirigente da Federação Agrícola dos Açores alertou, no entanto, para a necessidade de haver “uma articulação em termos de legislação regional” entre as câmaras, juntamente com o Governo Regional, para que “não haja legislação diferente de concelho para concelho”, principalmente na área da deposição de estrumes no solo.

“O que queremos é que se evite a prevaricação em termos ambientais e que haja uma boa articulação entre as secretarias do Ambiente e da Agricultura e os agricultores. E esse é um caminho para preservar claramente o grande legado da região: o ambiente sustentável”, sublinhou Jorge Rita.

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