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O presidente da Fundação Waitt, parceira do projeto Blue Azores, defendeu hoje a região como um “sítio único no mundo, que merece ser protegido”, e que tem a “oportunidade de liderar na proteção ambiental e construção de uma economia sustentável”.

“Os Açores são um sítio mágico. Vim de barco [do Faial para São Jorge] e vi golfinhos e baleias. É algo único no mundo, incrível. Merece ser protegido. Os Açores têm a oportunidade de estar na liderança de proteger o ambiente e construir economia sustentável”, afirmou Ted Waitt, no concelho das Velas, na ilha de São Jorge, onde se deslocou para uma reunião com o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro.

Antes do mergulho de ambos na Poça Simão Dias, Ted Waitt explicou, aos jornalistas, o empenho com o projeto do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM de antecipar, para 2023, a meta de 2030 estipulada pelas Nações Unidas de ter 30% de áreas marinhas protegidas.

“Protegendo uma parte significativa do oceano, protege-se o ambiente e a sustentabilidade da economia. É difícil atingir a meta e é preciso a liderança do Governo Regional para a alcançar”, indicou.

O empresário, filantropo e bilionário americano explicou que dá ao projeto Blue Azores “os recursos técnicos para desenvolver a proteção do Oceano”.

“Queremos trabalhar com todos os parceiros para desenvolver o melhor plano. Há um grande trabalho científico”, observou.

O presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, recusou qualquer atraso na meta de 2023 para as áreas marinhas protegidas.

“Não estamos atrasados, estamos a procurar adiantar. Queremos antecipar para 2023 a criação de áreas marinhas protegidas”, disse.

“Não estaremos, em bom rigor, atrasados”, frisou, admitindo que se trata de um processo “complexo, que envolve uma base científica” a ser desenvolvida por cientistas da Universidade dos Açores.

O chefe do executivo explicou que é preciso criar aquelas áreas “não apenas no papel”, mas também “criar uma estrutura de governação e de gestão destas áreas”.

Por outro lado, vai ser necessário “fazer um trabalho de fiscalização e orientação para os prevaricadores”.

Bolieiro alertou também para a missão de “procurar, nos casos em que haja alguma perda de rendimento”, de pescadores, por exemplo, “justiça de acomodação e compensação”.

No longo prazo, “fica assegurada a sustentabilidade da pesca devido à proteção dos ecossistemas”.

“Tudo isto está a ser acautelado”, justificou.

O objetivo é “garantir o prestígio e o bom nome dos Açores para o mundo como uma região que procura antecipar a sua concretização no mar”, disse.

Focado na conservação e utilização sustentável do Mar dos Açores, o Blue Azores contribui para a proteção, promoção e valorização dos recursos marinhos do arquipélago, criando novas vias para o desenvolvimento económico sustentável da região.

O projeto nasceu de uma parceria entre o Governo dos Açores, a Fundação Oceano Azul e o Instituto Waitt para proteger, promover e valorizar o capital natural marinho dos Açorse, com a ambição de garantir um oceano saudável como base de uma economia azul próspera e sustentável.

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