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Os Açores perderam 4,2% da população residente, entre 2011 e 2021, mas continuam a ser a região com a idade média mais baixa do país (41,7 anos), segundo os resultados definitivos dos Censos, divulgados hoje.

Em 2021, o arquipélago contava com 236.413 habitantes, menos 10.359 (4,2%) do que os 246.772 registados em 2011, de acordo com as conclusões dos Censos, reveladas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A quebra foi ligeiramente mais acentuada do que a prevista, em 2021, nos dados preliminares dos Censos, que apontavam para uma redução de 4,1%, equivalente a 10.115 residentes.

De acordo com os resultados definitivos dos Censos, Portugal perdeu 2,1% da população em 10 anos e os Açores foram a quarta região do país a registar a maior descida, a seguir ao Alentejo (7%), Madeira (6,4%) e Centro (4,3%).

O concelho da Madalena, na ilha do Pico, com 6.319 habitantes, foi o único da região a registar um crescimento de população (4,5%).

Santa Cruz das Flores (11,8%), Nordeste (11,5%), na ilha de São Miguel, e Corvo (10,7%) foram os municípios com maiores quebras no número de residentes.

Entre 2001 e 2011, a região tinha registado um crescimento de população residente de 1,79%, ainda que esse aumento se tenha verificado apenas em sete dos 19 concelhos do arquipélago.

Os Açores apresentavam, em 2021, a idade média da população residente mais baixa do país (41,7 anos), menos 3,7 anos do que a média nacional.

O concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, foi o que registou o valor mais baixo do país (37,2 anos).

O arquipélago tinha também, em 2021, o índice de envelhecimento mais baixo de Portugal, contabilizando 113,2 idosos por cada 100 jovens, quando a média nacional era de 182 idosos por 100 jovens.

Ainda assim, a taxa de crescimento deste índice na região foi superior à média nacional, já que em 2011 se registavam 73 idosos por cada 100 jovens.

Em 2011, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira eram as únicas do país que “asseguravam a renovação da população em idade ativa”, mas em 2021 isso deixou de acontecer com o índice de rejuvenescimento da população a descer abaixo dos 100.

Nos Açores, esse índice baixou de 145 para 87,8, o que significa que, potencialmente, por cada 100 pessoas que saem do mercado de trabalho, apenas ingressam 87,8.

Apesar da descida, o valor é o segundo mais alto do país (a seguir à Área Metropolitana de Lisboa, com 91) e está acima da média nacional (76).

O arquipélago apresentava também, em 2021, o índice de sustentabilidade potencial mais elevado do país, ou seja, por cada 100 idosos, existiam 416,1 pessoas em idade ativa (menos 110 do que em 2011).

Quanto ao nível de escolaridade dos residentes, os Açores eram a região do país com menor percentagem de população acima dos 18 anos com o ensino secundário completo (37,8%), quando a média nacional era de 45,6%.

Eram também a segunda região com menor percentagem de população com o ensino superior completo (15,9%), ficando apenas acima do Alentejo (15,6%) e abaixo da média nacional (21,2%).

Segundo os Censos de 2021, os Açores apresentavam a segunda taxa de atividade (que define a relação entre a população ativa e a população residente) mais elevada do país (47,9%), a seguir à Área Metropolitana de Lisboa (48%).

A região era a que acolhia menos residentes estrangeiros, que representavam apenas 0,6% do total, quando a média nacional foi de 5,2%.

Brasil, China, Reino Unido, França e Cabo Verde foram as nacionalidades com maior representação nos Açores.

A dimensão média dos agregados domésticos privados, em 2021, era superior nos municípios da Região Autónoma dos Açores e no litoral norte.

No arquipélago, destacam-se os municípios de Ribeira Grande, com uma média de 3,25 pessoas por agregado, Lagoa (3,15) e Vila Franca do Campo (3,08), todos na ilha de São Miguel.

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