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O Governo Regional dos Açores investiu perto de 900 mil euros, nos últimos dois anos, na aquisição de casas de acolhimento para crianças e jovens, revelou hoje o vice-presidente do executivo açoriano, Artur Lima.

“Na totalidade, foram cerca de 900 mil euros na melhoria das condições de acolhimento das nossas crianças e jovens mais frágeis. Estes são investimentos nas pessoas e no bem-estar social, mas são também investimentos que zelam pela sustentabilidade financeira das instituições sociais, que deixam assim de suportar os custos associados ao arrendamento de imóveis”, avançou o vice-presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), que tutela a área da Solidariedade Social.

Artur Lima falava, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, na cerimónia de inauguração da casa de acolhimento do Grupo Social de Santo Agostinho.

Criada em 2016, esta casa de acolhimento ocupava um espaço que não era propriedade da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e que “necessitava de obras urgentes de manutenção e adaptação”.

O executivo açoriano adquiriu a nova casa por 305 mil euros, financiando também as obras de adaptação em 27 mil euros.

“O Governo não teve e eu não tive hesitação em apoiar o Grupo Social de Santo Agostinho na aquisição deste imóvel, que recebe a partir de hoje a valência de acolhimento residencial, tendo capacidade para 12 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os zero e os 25 anos”, salientou Artur Lima.

Esta é a terceira casa de acolhimento adquirida pelo Governo Regional, nos últimos dois anos.

Em 2021, o executivo investiu 307 mil euros na aquisição de um imóvel para a Casa de Providência de São José, no concelho da Calheta, a única resposta deste género existente na ilha de São Jorge.

Já em 2022, o Governo Regional adquiriu as novas instalações da casa de acolhimento residencial da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória, num montante de 240 mil euros.

Segundo o presidente da direção do Grupo Social de Santo Agostinho, Márcio Rocha, a criação da casa de acolhimento foi um desafio, mas passados seis anos o balanço “não podia ser mais positivo”.

“Em 2016, foi-nos colocado o desafio, pela tutela da altura, de assumirmos, pela primeira vez, a gestão de uma casa de acolhimento de crianças e jovens. A inexperiência e o receio de em causa estar uma valência e um público com o qual nunca havíamos trabalhado não nos impediu de aceitarmos esta proposta”, adiantou.

Para além da casa de acolhimento residencial, hoje inaugurada, o Grupo Social de Santo Agostinho tem a “área forte, cuja intervenção decorre junto de crianças com necessidades educativas especiais, e o centro de acolhimento familiar e aconselhamento parental, que tem por objetivo diagnosticar, prevenir e reparar situações de risco psicossocial das famílias, visando a especial proteção das crianças e jovens”.

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